Apesar de ser prática que muitos profissionais de saúde fazem, um pouco por todo o país, e por sinal todos os dias, levando a crer que nos hospitais públicos também é regra dar suborno, só ele ficou na lista dos apanhados.
O Tribunal Judicial da Cidade de Lichinga, na província do Niassa, condenou na sexta-feira a dois anos de prisão efectiva um enfermeiro afecto ao Hospital Provincial de Lichinga, acusado de envolvimento em práticas de corrupção no exercício das suas funções.
O réu, identificado como Argentino Luís, de 39 anos, foi igualmente sentenciado ao pagamento de uma multa correspondente a seis meses, calculada à taxa diária de 75 meticais, pelo crime de corrupção passiva para acto ilícito.
De acordo com informações apresentadas durante o julgamento, o profissional de saúde teria exigido pagamentos indevidos a familiares de uma paciente internada naquela unidade sanitária, alegadamente para garantir melhores cuidados médicos. A paciente encontrava-se hospitalizada após ter sido vítima de um acidente de viação.
O enfermeiro foi detido em flagrante delito pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na sequência de denúncias relacionadas com cobranças ilícitas no hospital.
Na leitura da sentença, o juiz Daidu Mirasse considerou que a conduta do arguido compromete a confiança dos cidadãos nos serviços públicos, sobretudo no sector da saúde, onde os pacientes devem receber atendimento sem qualquer tipo de exigência financeira ilegal.
O magistrado sublinhou ainda que os funcionários públicos são remunerados pelo Estado para prestar serviços à população, pelo que actos de extorsão ou cobranças indevidas devem ser combatidos com rigor, de forma a desencorajar práticas semelhantes nas instituições públicas. (Mozanorte)

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