No período de dois meses, de janeiro e fevereiro de 2026, o sector de Migração na província de Cabo Delgado registou um movimento migratório de 18.652 passageiros no ano em curso, comparado com 20.099 no mesmo período de 2025, o que corresponde a uma redução de 6,75%.
Segundo a porta-voz da Direcção Provincial de Migração em Cabo Delgado, Nerida da Silva Reis, no mesmo período foram lavrados 111 autos, contra 167 no período homólogo do ano passado, o que corresponde a uma redução de 33,53%.
“O período de fiscalização registou 257 acções, contra 264 em 2025, o que corresponde a uma redução de 2,65%”, explicou.
Avançou ainda que, durante o processo de fiscalização, foram registadas 1.585 infracções migratórias, contra 1.310 no período anterior, representando um aumento de 17,35%. Destas, 17 referem-se a situações ilegais, tendo sido aplicadas medidas de pagamento de multas.
“As infracções mais predominantes são a falsificação do DIR, suspeita de falsificação de cartão de requerimento de DIR e a falta de comunicação de boletim de alojamento”, disse Nerida da Silva Reis.
Nerida da Silva Reis acrescentou ainda que, no mesmo período, houve recusa de entrada a 33 cidadãos estrangeiros, contra 3 no período anterior, o que corresponde a um aumento de 60,6%. Entre os cidadãos constam tanzanianos, quenianos, tailandeses e holandeses, tendo sido devolvidos aos seus países de proveniência, contra 5 no período transacto.
No mesmo período, a Direcção Provincial de Migração em Cabo Delgado emitiu 485 documentos, contra 750 passaportes e DIR no período anterior. Foram igualmente emitidos 717 vistos nos postos fronteiriços, contra 666 no mesmo período, para cidadãos de várias nacionalidades.
Na ocasião, a porta-voz referiu que Cabo Delgado conta com 4.390 cidadãos estrangeiros, sendo que o maior número reside nos distritos de Pemba, Montepuez e Balama, respectivamente. (Abel Buruhane)

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