A alegada falta de medicamentos básicos, de pessoal especializado e de meios de evacuação no Hospital Rural de Mocímboa da Praia continua a suscitar preocupações entre os residentes, que denunciam o agravamento das condições de atendimento na unidade sanitária.
No sábado, uma mulher grávida proveniente da localidade de Malinde deu entrada no hospital em estado considerado grave. Segundo fontes locais, a paciente recebeu uma transfusão de sangue, mas não foi possível prestar-lhe assistência médica mais especializada devido à ausência de um médico na unidade.
As mesmas fontes afirmam que também não existiam meios de transporte para a sua transferência para o Hospital Distrital de Mueda, onde poderia receber cuidados mais diferenciados. A mulher acabou por morrer e, segundo os relatos, também não foi realizada uma cirurgia de emergência que pudesse salvar a vida do bebé.
Além disso, familiares da vítima denunciam que houve demora na autorização para a remoção do corpo, situação que obrigou a realização do funeral durante a noite.
Os residentes consideram que o caso evidencia as limitações enfrentadas pelo Hospital Rural de Mocímboa da Praia, apontando a escassez de recursos humanos, medicamentos e equipamentos como factores que comprometem a prestação de cuidados de saúde. (Mozanorte)

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