Os machimbombos que o Governo moçambicano distribuiu por vários municípios do país, na província de Cabo Delgado, foram alocados da seguinte forma: 12 para a cidade de Pemba, quatro para a cidade de Montepuez e um para a vila de Balama.
Dos transportes rodoviários atribuídos a Montepuez, um foi destinado à rota Montepuez–Balama, com tarifa de 100,00 meticais; outro à rota Montepuez–Namuno, com tarifa de 200,00 meticais; um para a rota de Namahumbiri, com tarifa de 50,00 meticais; e outro ficou destinado à circulação urbana, para atender os munícipes de Montepuez, com tarifa de 10,00 meticais.
Segundo informações apuradas, todos os machimbombos que operavam nessas rotas deixaram de circular devido a uma dívida, cujo montante não foi revelado, junto às bombas de combustível Êxito, na cidade de Montepuez.
"Os machimbombos deixaram de circular por causa da má gestão no Conselho Municipal de Montepuez. Enquanto estavam em funcionamento geravam boa receita, mas faltou uma gestão adequada para garantir a continuidade do serviço", afirmou Marques Tura.
De acordo com as mesmas informações, o Conselho Municipal de Montepuez contraiu uma dívida com as bombas de combustível, sem divulgar o respetivo montante. Como os pagamentos não foram efetuados, os machimbombos deixaram de ser abastecidos, permanecendo paralisados até à regularização da dívida.
Alguns munícipes defendem que as receitas provenientes da exploração dos machimbombos deveriam ser geridas através de um fundo específico, destinado exclusivamente à manutenção e ao funcionamento da frota, evitando que esses recursos fossem utilizados para outras despesas municipais.
«"A rota de Namahumbiri até Nanhupo gera muito dinheiro. Uma única viagem pode render mais de 4 mil meticais. Fazendo quatro viagens por dia, durante 30 dias, haveria recursos suficientes para a compra de combustível, óleo lubrificante e pneus", afirmou Lázaro Costa.»
Lázaro Costa acrescentou que a dívida junto às bombas de combustível é envolta em mistério. Segundo ele, anteriormente os abastecimentos eram pagos regularmente, mas a dívida foi aumentando ao longo do tempo. Ainda de acordo com o munícipe, houve mudanças nos operadores das bombas de combustível, porém o problema persistiu, tendo o município efetuado apenas pagamentos parciais, sem conseguir resolver definitivamente a situação.
Entretanto, populares dos distritos de Namuno, Montepuez e Balama afirmam que continuam sem receber uma explicação satisfatória sobre a paralisação dos machimbombos.
Importa salientar que, no Município de Montepuez, vários munícipes apontam a má gestão como um dos principais fatores que afetam o funcionamento dos serviços públicos, incluindo os transportes rodoviários e a organização administrativa. (Abel Buruhane)

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