Última hora: Grupo armado rapta várias pessoas em Mocímboa da Praia



Um grupo de homens armados, alegadamente insurgentes, entrou na noite de sexta-feira, 14 de agosto de 2026, na vila de Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, segundo relatos de residentes locais.

De acordo com os relatores, o grupo permaneceu na vila entre as 22h00 de 14 de agosto e as 00h00 de 15 de agosto, tendo circulado pelos bairros Filipe Nyusi e Josina Machel. Durante a incursão, várias pessoas foram raptadas. Não se sabia ao meio-dia deste sábado o número das vítimas.

A presença dos insurgentes provocou momentos de tensão e medo entre os moradores dos bairros afectados. Até ao momento, não foi igualmente confirmado o número exacto de pessoas raptadas por sexo e idade.

Segundo relatos ainda não verificados de forma independente, os familiares de algumas das supostas vítimas terão recebido chamadas telefónicas com pedidos de dinheiro em troca da libertação dos raptados. Há também alegações de que algumas mulheres entre as vítimas teriam sido submetidas a violência sexual, informação que carece de confirmação por fontes independentes.

Uma residente da zona relatou que o marido e os seus três filhos teriam sido levados pelo grupo. Segundo o mesmo relato, a mulher foi agredida fisicamente durante a incursão, mas conseguiu fugir posteriormente e alcançar uma zona considerada segura.

As autoridades competentes do distrito estarão a trabalhar para esclarecer as circunstâncias da incursão, de acordo com a mesma fonte. Até à publicação deste texto, não havia um pronunciamento das autoridades locais.

O episódio ocorre num contexto de persistência da actividade de grupos insurgentes no distrito de Mocímboa da Praia. Em janeiro de 2026, a Carta de Moçambique noticiou o rapto de um homem no bairro Filipe Nyusi, com base em relatos de residentes locais.  Em fevereiro, o jornal moçambicano Evidências reportou o rapto de sete jovens na vila de Mocímboa da Praia.

Dados de monitoria do conflito também indicam que a região continuava a registar actividade de grupos armados em 2026. A ACLED relatou, em maio e junho, movimentações de insurgentes e raptos associados à actividade marítima ao largo de Mocímboa da Praia.

A situação mantém as famílias da vila apreensivas, numa noite marcada pelo medo e pela incerteza quanto ao paradeiro das pessoas que terão sido levadas. (BP & Redacção/Mozanorte)

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