Um ĂĄudio amplamente partilhado nas redes sociais, especialmente em grupos do WhatsApp, voltou a gerar debate em torno do conflito armado na provĂncia de Cabo Delgado. Na gravação, uma mulher faz duras acusaçÔes contra a multinacional francesa TotalEnergies e o Governo moçambicano, responsabilizando ambos pela continuação da violĂȘncia na regiĂŁo.
A mulher, cuja identidade nĂŁo foi revelada, afirma que a TotalEnergies, operando no distrito de Palma, teria comprado lĂderes moçambicanos para facilitar as suas operaçÔes, o que, segundo ela, estĂĄ diretamente ligado ao aumento da violĂȘncia e Ă morte de civis. Em tom emotivo, ela clama por paz e acusa a empresa de estar envolvida em “assassinatos em massa”, referindo-se a episĂłdios de extrema violĂȘncia, incluindo mortes de crianças e violaçÔes de direitos humanos.
"A população de Cabo Delgado nĂŁo pediu as riquezas que existem lĂĄ. Foi Deus quem colocou, e se fosse possĂvel, preferĂamos que esses recursos fossem levados para outras terras, para termos paz”, afirma a mulher no ĂĄudio.
Ela tambĂ©m denuncia o abandono por parte do governo moçambicano, que considera “corrupto” e “insensĂvel ao sofrimento do povo”. Reforça ainda que muitos residentes estĂŁo deslocados, vivendo em condiçÔes precĂĄrias, e apelam por ajuda humanitĂĄria internacional.
Segundo a sua narrativa, antes de ataques acontecerem, a TotalEnergies teria recolhido os seus trabalhadores para dentro das instalaçÔes, o que, para ela, demonstra que a empresa jĂĄ sabia dos ataques iminentes. “Que tipo de empresa Ă© essa?”, questiona, antes de afirmar: “Eu nĂŁo quero nenhum centavo da Total. NĂŁo posso comer dinheiro de sangue.”
No fim do ĂĄudio, a mulher que aparentemente Ă© desta provĂncia do norte do paĂs faz um apelo direto: “Peço que falem com a Total para que termine esta guerra em Cabo Delgado.” (Mozanorte)
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