Falta de salários em municípios de Cabo Delgado trama funcionários



As lágrimas tomam conta dos sete municípios da província de Cabo Delgado, onde os funcionários não recebem os seus salários, um direito fundamental do trabalhador.

Segundo a nossa fonte, os sete municípios enfrentam diferentes períodos de atraso no pagamento de salários. A vila de Chiúre esteve com salários em atraso durante sete meses, situação que foi resolvida no dia 29 de janeiro. 

A cidade de Montepuez enfrenta atrasos de cinco meses. No município do Ibo, os membros da Assembleia Municipal acumulam sete meses sem salário, enquanto os funcionários do município somam oito meses. Em Mueda, o atraso é de sete meses, e em Mocímboa da Praia os funcionários estão há quatro meses sem receber. Já a vila de Balama e a cidade de Pemba efetuam os pagamentos de forma regular.

Por seu turno, no ano passado, durante uma visita do representante dos municípios ao nível nacional, no âmbito da criação das autarquias, foi apelado que os municípios devem ser autossustentáveis, através das cobranças diárias que realizam.

“Não podem esperar automaticamente pelo bolo do Governo Central. A quota paga pelo Governo deve ser apenas um complemento”, apelou.

A fonte acrescentou ainda que, atualmente, quando os municípios conseguem uma boa arrecadação de receitas, muitos acabam por gastar de forma inadequada, confiando excessivamente no apoio do Governo Central, o que já não deve acontecer.

“Com uma boa receita, um presidente de município pode aumentar o salário dos vereadores e investir em mais programas internos”, explicou.

Entrevistadas, algumas pessoas de vários municípios afirmaram que, na província de Cabo Delgado, vilas como Ibo e Mueda não deveriam ser municípios, por não possuírem receitas suficientes, além de haver gestores que não demonstram visão de desenvolvimento.

Com a situação atual de insegurança que se vive na vila de Mocímboa da Praia, defendem que alguns municípios deveriam ser suspensos, embora constem na lei, pois criam falsas expectativas e confiança nos trabalhadores quando, na prática, não há condições financeiras. (Abel Buruhane)

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