Ilha de Moçambique celebra 1º com fraca adesão na cerimónia e queixa de atraso de salários

 

A passagem do Dia Internacional dos Trabalhadores foi nesta sexta-feira (1) de Maio, foi marcada por fraca participação da comunidade e ausência de lideranças locais no distrito da Ilha de Moçambique. O cenário, considerado atípico para a data, ficou associado a alegações de atraso no pagamento de salários a trabalhadores do município, que já dura cerca de cinco meses.

Segundo informações recolhidas no local, vários funcionários municipais optaram por não participar nas celebrações como forma de protesto silencioso contra a situação. Algumas instituições públicas também não se fizeram representar, contribuindo para o ambiente de baixa adesão.

As comemorações decorreram sob o sublema “Nenhum passo atrás, juntos mais fortes avançamos na luta”, mas, na prática, o espírito de união esperado para a data não se refletiu plenamente nas atividades realizadas.

Apesar das dificuldades relatadas em alguns sectores, há áreas onde a situação é vista com maior estabilidade.

Uma funcionária do sector da educação, que leciona na Escola Secundária da Ilha de Moçambique, afirmou não ter razões de queixa no momento. Segundo ela, os salários estão a ser pagos regularmente e questões como promoções e mudanças de carreira seguem um curso considerado normal.

No sector da saúde, o técnico Otávio de Fátima reconheceu que, embora os salários sejam pagos sem falhas, persistem desafios operacionais.

Entre os principais problemas apontados estão a falta de combustível para a transferência de pacientes que necessitam de cuidados especializados noutras unidades sanitárias e a escassez de alguns medicamentos essenciais. Ainda assim, garantiu que os profissionais continuam a trabalhar para responder às necessidades da população.

Já no sector marítimo, Edmar Ernesto, ligado ao transporte através do Iplasmar, destacou as dificuldades enfrentadas no controlo e segurança das atividades no mar. Segundo ele, trata-se de uma área sensível, onde os desafios são constantes e a segurança não pode ser negligenciada.

O 1º de Maio na Ilha de Moçambique acaba assim por refletir realidades distintas entre sectores, evidenciando, por um lado, estabilidade em algumas áreas e, por outro, insatisfação e desafios que continuam a marcar o quotidiano de vários trabalhadores. (Aminatho Zaharia Atumane e Fátima Abacar)

Post a Comment

0 Comments