A lagosta é uma espécie muito sensível. Depois de ser retirada do seu habitat natural no mar, torna-se difícil mantê-la viva. Mesmo assim, os pescadores conseguem capturá-la e os comerciantes locais organizam gaiolas para a sua conservação, enquanto aguardam pelos seus patrões que vêm comprar o produto, geralmente vindos de cidades como Pemba, cidade de Nampula e Ilha de Moçambique.
Devido à chuva que cai diariamente naquela zona, os comerciantes perderam muitas lagostas. Uma quantidade inacreditável morreu nas gaiolas, e nem havia condições para os patrões entrarem no local de conservação para efectuar a compra, por causa da chuva que não pára.
O motivo da morte das lagostas foi a água doce que invadiu as gaiolas posicionadas no local de conservação de Namehelene, no posto administrativo de Quinga. Essa espécie não suporta água doce e, por isso, a sua conservação nas gaiolas deve ser feita com muito cuidado.
Os proprietários explicaram que essa situação não acontece pela primeira vez. Mesmo quando a chuva não cai diretamente no local de conservação, as lagostas podem morrer devido às águas das chuvas que descem pelos rios e desaguam no mar.
Depois de tudo isso acontecer, os proprietários decidiram retirar os mariscos das gaiolas e embalá-los em caixas para levá-los até aos patrões. (BP)


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