Na Vila de Chiúre: o negócio de moto táxi "está a bater"



A venda e a circulação de motorizadas no distrito de Chiúre ocupam o primeiro lugar na actividade comercial local, sendo também elevado o número de deslocações feitas por mototáxis.

Segundo Alberto José, a atividade de mototaxista é muito rentável. “Em casa só chegamos à noite, depois de cumprir as nossas missões. Em um dia consigo arrecadar mais de 3 mil meticais, porque as rotas são longas, desde a vila até às aldeias, postos administrativos e até alguns distritos, dependendo do cliente”, afirmou Alberto José.

O nosso entrevistado acrescentou que uma das vantagens atuais é que já não é necessário deslocar-se à província de Nampula nem à cidade de Pemba para comprar motorizadas, porque os comerciantes passaram a trazê-las para a vila. Quem tem dinheiro paga à vista e, em alguns casos, é possível adquirir as motorizadas em prestações.

“Desde que iniciei a atividade de mototaxista, esta já é a quarta mota que compro. Não tenho nenhuma dívida com os comerciantes e não sou o único; tenho amigos que fazem a mesma atividade. Vivemos em boas condições, embora ainda seja pouco, mas agradecemos pela graça de Deus”, disse José.

Outro entrevistado pediu ao governo local, em coordenação com o Conselho Municipal da Vila de Chiúre, que promova acções de reciclagem para os mototaxistas, de modo a capacitá-los sobre a circulação nas estradas, ultrapassagens e respeito pelo Código da Estrada, evitando acidentes.

“Dizer que vamos matricular-nos numa escola de condução é difícil, porque não temos condições. O pouco que conseguimos serve para comprar material escolar, alimentar as nossas famílias e adquirir combustível para não pararmos”, afirmou Juma Meque.

Juma Meque disse ainda que, devido ao elevado número de mototaxistas existentes na Vila de Chiúre, há planos para oficializar a associação no Notariado, de modo a ser reconhecida a nível distrital, provincial e nacional.

Entretanto, os mototaxistas lamentam os problemas de insegurança que assolam o distrito e a província, situação que dificulta o transporte de clientes até aos seus destinos. Também apontam a falta de combustível como um dos maiores desafios. Segundo eles, sempre que há escassez, os preços aumentam significativamente, obrigando-os a subir o custo das viagens.

A título de exemplo, na Vila de Chiúre, meio litro de gasolina no mercado negro custa 100 meticais, enquanto um litro custa 200 meticais. Os entrevistados consideram preocupante esta situação, sobretudo porque Chiúre é um importante corredor de circulação. (Abel Buruhane)

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