Os residentes do
bairro de Quissimajulo, na cidade de Nacala-Porto, província de Nampula,
bloquearam desde 25 de Fevereiro, a estrada e retendo 12 camiões de duas
empresas, uma moçambicana VIC TRAB do famoso Vali e as outras de uma empresa
chinesa não identificada, estes que usavam a via de Quissimajulo para extrair
matéria-prima usada pelas indústrias no fabrico de Cimento, nomeadamente
cimentos de Moçambique e Maiaia esta segunda fabrica dos chineses.
Tudo começou,
desde o ano passado que os jovens e residentes de Quissimajulo haviam bloqueado
a via, em protestos das péssimas condições de vida, na falta de uma escola
secundária, melhoramento das vias de acesso e água potável, onde também
presume-se que a empresa VIC havia prometido emprego a juventude de
Quissimajulo.
Neste contexto,
para a volta desses protestos no ano de 2025 que já havia sessado, é que uma
das salas de aulas de uma escola do bairro de Quissimajulo que é usufruída de
baixo de uma mangueira havia caído uma Serpente sobre as crianças que criou um
pouco de Pânico e sem término das aulas, foi esta razão que também motivou o
protesto.
Umas das fontes
seguras residentes no bairro de Quissimajulo, Caetano Abudo em contacto
telefónico disse "Eles estão a proibir a companhia de cimentos ir lá
tirar a matéria-prima de cimentos, sem fazer escolas, sem canalizar a água
potável, a estrada está danifica, eles querem melhorias dessas condições, por
isso que os carros não podem vir aqui sem pelo menos tratar dessas infra
estruturas, por isso até agora os carros estão lá estacionados desde ontem.
Questionado sobre
a actuação da polícia no local do bloqueio da estrada com estacas se houve
disparos entre outros, a fonte sustentou o seguinte "A polícia chegou, e
não houveram disparos, apenas sensibilizou os jovens sobre a situação pedindo
para a remoção das barricadas que não foi possível convencer nenhum residente".
Importa sustentar
que o bairro de Quissimajulo é uma das zonas da urbe de Nacala, onde é extraído
o calcário para o fabrico de cimento. Aliás é um dos bairros onde nos anos
passados houve tumultos em protesto de que o líder era o promotor da doença das
mãos sujas a cólera e os mesmos dizem não conhecer o líder como autoridade
máxima do bairro. (Gabriel Cassimo)


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