Combater em Katupa foi um acto patriótico

O Estado Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) reagiu, esta quinta-feira, à polémica envolvendo mais de 300 militares que combateram em Cabo Delgado durante cerca de um ano sem remuneração.

Estes estavam afectos para recuperar a base Katupa no distrito de Macomia, uma das mais arrasadas regiões pelos masheikhs nesta província.

Em nota oficial, a instituição esclarece que os envolvidos são ex-militares em processo irregular de reintegração, razão pela qual não foram reconhecidos formalmente como efectivos das FADM.

Segundo o comunicado, os referidos indivíduos incluem antigos membros na condição de reserva, outros que abandonaram voluntariamente as fileiras após o cumprimento do serviço militar obrigatório, bem como alguns expulsos por actos de indisciplina, incluindo deserção.

Apesar das alegações dos ex-combatentes que afirmaram ter respondido a um chamamento do Ministério da Defesa e que durante o tempo de combate foram-lhes feitas promessas de pagamento, o Estado Maior-General sustenta que o seu retorno não observou os trâmites legais exigidos para reintegração.

“Todos estes, de livre e espontânea vontade, pretenderam-se ver reintegrados nas FADM, todavia este acto nunca obedeceu a quaisquer procedimentos administrativos legais”, refere a nota, acrescentando que a actuação das Forças Armadas está vinculada ao rigor legal.

Face à situação, o Estado Maior-General decidiu encaminhar os ex-militares às suas zonas de origem, onde, segundo a instituição, poderão seguir os canais apropriados caso pretendam regularizar a sua situação.

A reacção surge após o grupo ter concedido uma etrevista na qual denunciou as difíceis condições logísticas enfrentadas em Macomia, incluindo a ausência de remuneração. (Mozanorte)

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