Após um novo ataque terrorista registado esta segunda-feira (22) em Mocímboa da Praia, mais de 320 famílias abandonaram a região, procurando refúgio no distrito vizinho de Mueda. A crescente instabilidade reacende o clima de medo e agrava a situação humanitária na província.
Para responder à nova vaga de deslocados, as autoridades locais de Mueda montaram centros de acolhimento de emergência, onde as famílias estão a ser temporariamente instaladas. O Administrador do distrito, Atanásio Amba, confirmou à imprensa a criação destes espaços e alertou para a urgência em garantir meios de subsistência, como alimentos, água potável, roupas e apoio médico.
“As famílias chegam exaustas, depois de caminharem quilómetros. Precisamos de reforçar a assistência para garantir dignidade e segurança”, disse o responsável.
Muitas das famílias deixaram tudo para trás e chegam aos centros apenas com o que conseguiram carregar. Os novos centros de acolhimento têm registado um fluxo contínuo de pessoas, e a capacidade de resposta começa a ser posta à prova.
Este é o segundo ataque em Mocímboa da Praia em menos de duas semanas, o que levanta preocupações sobre um possível recrudescimento da violência na região norte de Moçambique, já duramente afetada por anos de insurgência.
Organizações humanitárias estão no terreno a trabalhar com as autoridades para responder à crise. Contudo, alertam para a necessidade de apoio adicional, tanto logístico quanto financeiro, para garantir que os centros de acolhimento consigam funcionar com eficácia nos próximos dias. (Mozanorte)

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