A afirmação é dos membros da Assembleia Provincial, do projeto da ADBG, do MEPT e dos Presidentes dos Conselhos das Escolas dos distritos de Pemba, Metuge e Mecúfi.
Esse pronunciamento foi feito durante uma visita conjunta realizada no final do mês de setembro, nos três distritos da zona costeira, com a participação da ADBG, MEPT e membros da Assembleia Provincial de Cabo Delgado.
Segundo os participantes, no distrito de Pemba foram visitadas duas escolas básicas no bairro do Alto-Gingone. Em Mecúfi, foram visitadas duas escolas uma secundária e uma básica , enquanto em Metuge foram duas escolas básicas. Em todas as instituições, foram registadas insuficiências de salas de aula, falta de carteiras para os alunos e escassez de livros escolares, que não são suficientes para todos os estudantes.
“Temos escolas destruídas pelo Ciclone Chido, que ocorreu em dezembro de 2024. Essas salas ainda não foram reabilitadas. É o caso do ginásio da Escola Secundária de Mecúfi, de mais de 10 salas de aula na Escola Básica de Nanlia, em Metuge, e de outras escolas que não foram visitadas, mas que continuam na mesma condição”, disseram os membros da Assembleia Provincial e os representantes dos Conselhos das Escolas.
Apontaram ainda que os problemas nas escolas são agravados pelo excesso de alunos por turma, com entre 90 a 130 estudantes por sala, o que dificulta o trabalho dos professores, tanto na correção das provas, quanto na compreensão das explicações pelos alunos.
Insurgência e calamidades agravam o cenário
Segundo Adelino Rafael Moisés, oficial do projeto ADBG/MEPT, a situação do setor da educação não é das melhores, devido à insurgência armada e às calamidades naturais, como o ciclone que devastou várias escolas nos distritos de Pemba, Metuge, Mecúfi, Chiúre, entre outros.
“Para melhorar as condições das salas destruídas, é necessário que a Direção Provincial de Educação (DPE), em conjunto com a ADBG e a Assembleia Provincial, realizem ações de monitoria e avaliação no terreno, para testemunhar diretamente a situação vivida pelas comunidades escolares e tomar decisões adequadas”, declarou Adelino.
Ele explicou ainda que o Fundo de Apoio Direto às Escolas (ADE) não é suficiente e não cobre as necessidades básicas das escolas. Falta mobiliário, muitos alunos são obrigados a sentar-se no chão, e há escassez de casas de banho. Além disso, empreiteiros abandonam as obras antes de finalizá-las, agravando ainda mais o cenário de precariedade. (Abel Buruhane)


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