Crianças representaram 67% dos deslocados de Memba

 


De acordo com os dados fornecidos por uma fonte, até 25 de novembro de 2025, Eráti acolhia 82.691 deslocados, sendo 67% crianças com menos de 18 anos, ou seja um total de 55.290 crianças.

Muitas delas encontravam-se abrigadas em Alua-Sede, Meliva e na Escola Primária de Alua Velha.

A instabilidade continuou a agravar a situação e um número significativo de famílias provenientes de Milinva chegou a Alua Velha, fugindo de novos ataques registados na zona.

Organizações humanitárias alertaram que os dados permaneciam em constante atualização devido à chegada contínua de deslocados internos e ao movimento permanente provocado pelos ataques.

Quais foram os principais riscos de proteção infantil?

A situação das crianças nos centros de acolhimento foi alarmante, com destaque para casos de crianças desacompanhadas, separadas das famílias e desaparecidas.

Pelo menos três (3) crianças desaparecidas e 19 crianças não acompanhadas e separadas foram identificadas apenas em Alua-Sede.

Mozanorte soube também que pelo menos duas crianças perderam a vida enquanto as mães tentavam receber apoio humanitário.

Organizações no terreno alertam que o número real pode ser “significativamente superior”, devido à falta de recursos humanos especializados para identificação sistemática dos casos.

Em consequência, muitos pais continuam à procura dos filhos desaparecidos, enquanto outras crianças chegaram aos centros sozinhas após fugirem dos ataques.

Igualmente houve violações graves contra crianças. 

Equipas de proteção infantil relatam com preocupação crescente de possíveis violações de direitos, incluindo riscos associados à separação familiar, violência física e psicológica, exploração e outros abusos agravados pelo contexto de insegurança.

Nos dados na posse do Mozanorte, as organizações humanitárias reforçam o apelo por mais recursos, proteção para civis e reforço imediato da presença de profissionais especializados, em caso de uma situação idêntica. (Mozanorte)

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