Produtores de tabaco na região de Mecanhelas, no Niassa, Norte de Moçambique, denunciam alegadas injustiças na comercialização do produto.
Segundo os produtores, quando tem muitos fardos, eles são obrigados a vender uma quantidade determinada de fardos de tabaco que é para pagar a dívida do produtor e a empresa fomentadora, enquanto outra parte é retida alegadamente para vender depois. Os produtores afirmam que, após a retenção dos fardos, alguns deles são roubados, o que os deixa ainda mais indignados.
A situação é considerada injusta, pois os produtores que não têm contrato com as empresas de tabaco conseguem vender seus produtos mais facilmente do que os que têm contrato.
"É uma injustiça, nós trabalhamos duro para produzir o tabaco e quando chega a hora de vender, somos limitados na quantidade que podemos vender. E ainda por cima, os fardos que ficam são roubados", disse um dos produtores.
Em resposta, o Administrador do Distrito de Mecanhelas, José Abibo Iassine, incentiva os agricultores a diversificarem a produção agrícola, apostando não apenas no tabaco, mas também na produção de culturas alimentares, com vista a reforçar a segurança alimentar e nutricional das famílias.
"Não podemos depender apenas disso. É importante que apostem em culturas alimentares", disse o Administrador José Abibo Iassine.

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