Na primeira capital de Moçambique: Mulheres dominam comércio informal no 16 de junho



No distrito da Ilha de Moçambique, concretamente no mercado do bairro 16 de Junho, destaca-se a forte presença feminina no comércio informal, onde as mulheres dominam amplamente as atividades de venda de diversos produtos, em comparação com o número reduzido de homens.

No local, as mulheres comercializam peixe fresco, mariscos e peixe seco, somando cerca de 30 vendedoras, enquanto outras 15 dedicam-se à venda de produtos agrícolas, como verduras, tubérculos e também produtos de beleza. Apesar de os homens também estarem presentes, a sua participação é significativamente menor.

Em conversa com algumas comerciantes, ficou evidente que muitas mulheres optam por este tipo de atividade como forma de garantir independência financeira. Segundo elas, não é viável depender exclusivamente do parceiro, sendo o negócio próprio uma alternativa para sustentar a família e concretizar sonhos.

Fildelta, vendedora de produtos de beleza, contou que iniciou o seu negócio com poucos recursos, mas com determinação: “Comecei com pouco, mas fui crescendo aos poucos. Tenho o sonho de expandir o meu negócio, construir uma barraca maior e melhorar as condições da minha família”, afirmou.

Por sua vez, Zenita Sebo, que comercializa produtos agrícolas, explicou que também começou de forma modesta. Atualmente, já consegue vender maiores quantidades de produtos como coco, tomate e tubérculos. “Hoje consigo algum rendimento e ajudo o meu marido nas despesas com as crianças. O meu sonho é crescer ainda mais e comprar produtos em grandes quantidades para revender”, disse.

Já Rabia Sábado, vendedora de amendoim, revelou que iniciou o seu negócio com o apoio da cunhada “Comecei com uma pequena bacia, vendendo pouco a pouco. Tenho o sonho de conseguir apoio financeiro para expandir o meu negócio e aumentar os meus lucros”, relatou.

De forma geral, as mulheres do mercado do bairro 16 de Junho veem o comércio como uma oportunidade de emprego e crescimento económico. No entanto, muitas apontam a falta de apoio financeiro como um dos principais desafios para expandir os seus negócios e alcançar maior estabilidade. (Aminatho Zaharia Atumane)

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