Governo de Liúpo não consegue reabilitar infraestruturas destruídas por manifestantes e ciclones

 


Desde a ocorrência das manifestações no distrito de Liúpo, em Nampula, está mergulhado num cenário de muita tristeza e se calhar de falta de capacidade de resposta dos desafios. Registaram-se vários danos em infraestruturas, e até ao momento o governo distrital não avançou com a sua reabilitação. Mesmo as infraestruturas que não foram afectadas durante as manifestações continuam sem manutenção, não tendo sequer recebido intervenções básicas, como pintura.

Estas preocupações surgem numa altura em que o Primeiro Secretário do partido Frelimo no distrito de Liúpo recebeu uma viatura de cor preta, da marca D4D, situação que também se verifica em outros distritos da província. Os de Liúpo consideram que são gastos necessários porque o mesmo governo que suporta o partido é que deve olhar em primeiro lugar os problemas da população.

Entretanto, o próprio edifício da Administração Distrital ainda não foi reabilitado, encontrando-se sem condições adequadas de funcionamento. O mesmo cenário verifica-se no Comando Distrital, no Tribunal, nos Serviços de Actividades Económicas, na Secretaria Distrital, entre outras infraestruturas públicas. É uma autêntica vergonha. É uma situação que tira mérito ao próprio governo que em princípio devia organizar as infraestruturas para servir melhor a população.

A população entende que estas acções de oferta de luxo aos chefes do partido, estão a ser realizadas pelo governo e não pelo próprio partido, o que levanta várias preocupações. A situação afecta quase todo o distrito, incluindo praças públicas sem manutenção e estradas locais degradadas.

As residências do Estado, anteriormente ocupadas por funcionários de diversas instituições, continuam destruídas. As manifestações agravaram ainda mais a situação, uma vez que muitas destas infraestruturas já tinham sido danificadas pelos ciclones que atingiram o distrito e nunca foram reabilitadas.

Perante este cenário, a população questiona o destino das receitas cobradas diariamente nos mercados locais e ou (BP)

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