Desde
as 10 horas desta sexta-feira, 30 de Outubro do ano em curso, a circulação na
Avenida 25 de Setembro, ao lado do Depósito de Medicamentos, na cidade de
Pemba, ficou interrompida devido ao tombamento de um camião que pretendia
entrar no local para descarregar material de saúde.
Trata-se
de um camião da marca ISUZU, com a matrícula AAI 867-GZ, proveniente do armazém
da Organização Internacional para as Migrações (OIM), localizado no bairro de
Mahate, em Pemba. A viatura transportava material de nutrição destinado ao
Depósito Provincial de Medicamentos. Segundo informações recolhidas no local, o
motorista terá tentado fazer uma manobra numa zona inadequada, acabando por
perder o controlo da viatura, que tombou.
Segundo
o testemunho de Mamudo Miquidade, membro da Assembleia Municipal de Pemba, o
camião tentou atravessar uma zona não apropriada, junto a uma valeta. O pneu
dianteiro conseguiu passar, mas os restantes não conseguiram ultrapassar o
obstáculo, fazendo com que a viatura tombasse juntamente com a carga.
"O
motorista não procurou identificar o local apropriado para fazer a curva e,
posteriormente, manobrar e entrar normalmente no armazém. Não precisava de
provocar este incidente. Quis passar por um atalho", afirmou Mamudo
Miquidade.
O
membro da Assembleia Municipal acrescentou que, mesmo não estando ao volante,
os cidadãos que vivem na cidade conhecem as regras de trânsito e sabem que não
se deve atravessar em qualquer lugar, sobretudo onde não existem condições
adequadas. Considerou ainda que o acidente teve consequências negativas, embora
tenha ocorrido no próprio destino da carga. Na sua opinião, se tivesse
acontecido durante o percurso, o material de saúde poderia ter ficado
comprometido.
Na
ocasião, Mamudo Miquidade defendeu que, para evitar situações semelhantes, a
Direcção Provincial de Saúde deve estabelecer contacto com o Conselho Municipal
de Pemba, a fim de solicitar a autorização para a pavimentação de um pequeno
espaço paralelo ao portão do armazém, facilitando, assim, a entrada e saída de
viaturas.
"Há
quem pense que pode atravessar por qualquer lugar, alegando que Moçambique é
nosso. Mas, se continuarmos com esse tipo de comportamento por parte dos
motoristas, poderão ocorrer mais acidentes neste mesmo local", alertou
Mamudo Miquidade.
Por
sua vez, outros cidadãos defenderam que, para além do contacto com o Conselho
Municipal, a Direcção da Saúde deve igualmente envolver a Administração
Nacional de Estradas (ANE), com o objectivo de encontrar uma solução que
permita evitar novos acidentes naquele troço da estrada. Abel Buruhane
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