A situação dos
deslocados na região de Macomia, centro de Cabo Delgado, norte de Moçambique,
continua a ser angustiante, com os cidadãos a viverem em condições cada vez
mais precárias.
A população das
aldeias atacadas recentemente, como Chai-sede, Litandacua, Litamanda, Nkoe e
também de Nova Zambezia não que recebeu alimentos provenientes do Programa
Mundial de Alimentação (PMA), e nem do governo por isso enfrenta desafios
significativos.
Estás famílias
antevêem, um futuro seguro enquanto não haer apoio imediato das
autoridades, pior ainda não têm apoio psicológico.
Os centros de recepção
estão localizados nos bairros da vila de Macomia, mas parte dos deslocados têm
retornado às casas de seus familiares, levando a aumentar as despesas nas
famílias anfitriãs.
Porém, algumas lembram
que deixarem as suas aldeias, perderam tudo, incluindo as suas fontes de
subsistência e os bens que haviam produzido na presente safra agrícola.
Actualmente, muitos
deslocados encontram-se em situações temporárias, hospedando-se em centros
improvisados, como escola profissional, uma vez que as condições do governo
para acomodar a quantidade de pessoas afectadas.
Embora as autoridades
governamentais peçam paciência à população, a sensação de abandono é cada vez
mais evidente.
A falta de uma
resposta eficaz por parte do governo tem gerado frustração entre a
população. “Somos como papagaios
e nada é feito”, afirmam os deslocados.
Recentemente, na noite
de 20 para 21 de fevereiro, foi a vez de Bilibiza, no distrito de Quissanga,
sofrer com a escalada dos conflitos.
Os deslocados estão a
viver num limbo, sem esperança de retorno imediato às suas casas, enquanto a
guerra continua a afetar a região, minando qualquer possibilidade de
recuperação.
A luta pela
sobrevivência e pela paz continua, mas a população sente que, a cada dia, a sua
resistência se torna mais difícil. (Sele Man)
0 Comments