O céu sobre Mocímboa da
Praia permanece limpo, sem nuvens, e o sol queima a terra implacavelmente. O
que antes era sinal de vida e esperança agora se tornou motivo de preocupação e
desespero.
Este ano, a chuva não
veio como deveria. O solo seco racha sob os pés dos agricultores, e as
plantações, que deveriam estar verdes e viçosas, murcham sem forças para
crescer.
"Gastamos nossa
energia em vão e a chuva não está a cair", lamenta António, um produtor
que vê produtos da sua machamba a marcharem
"Nos anos passados,
nesta época, já estaríamos a comer massaroca, pepino, melancia. Agora, olhamos
para o campo e só vemos desespero.", continuou lamentando.
A falta de chuva,
possivelmente agravada pelas mudanças climáticas, ameaça a segurança alimentar
da população.
"O que vamos comer
amanhã?", questiona senhora Maria, mãe de quatro filhos, enquanto segura
um punhado de terra seca em suas mãos.
"Trabalhamos o ano
todo, mas sem água, não há colheita.", acrescentou.
Se a seca continuar,
Mocímboa da Praia poderá enfrentar uma crise humanitária ainda maior. Medidas
urgentes precisam ser tomadas para mitigar os impactos dessa calamidade. (Armando António)

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