Cidadãos confirmam que "Cabrito come onde está amarrado" prospera no distrito de Palma

 


O que mais preocupa os cidadãos é o facto da legalidade não ser considerada pelos agentes que deviam garantir, o que pode criar condições para entrada de mercadoria ilícita ou mesmo saída e livre passagem de pessoas de conduta duvidosa numa altura em que a província de Cabo Delgado enfrenta ataques terroristas.

Cidadãos que transitaram pelo posto de controlo localizado na sede distrital de Palma, na rota que liga à fronteira com a Tanzânia, em reação a uma publicação do Mozanorte, confirmaram que tais práticas são recorrente mesmo perante todos documentos legais os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) exigem dinheiro.

Segundo relatos, mesmo com toda a documentação nacional válida, como o Bilhete de Identidade e a carta de condução, os agentes do referido posto exigem dinheiro de forma ilícita aos viajantes “Fui parado à ida e também na volta. Apesar de ter todos os documentos em ordem, fui obrigado a pagar 100 meticais em cada ocasião”, contou uma das vítimas, sob anonimato.

O mesmo tipo de comportamento também foi reportado no posto de controlo de Quionga, próximo à fronteira “É chato. Levaram-me para a cabana, pediram-me para esvaziar a pasta, revistaram toda a roupa e no fim exigiram dinheiro”, disse outra testemunha.

Moradores e viajantes apelam às autoridades superiores para que investiguem os casos e ponham fim às práticas que mancham a reputação da corporação. Advertem que caso isso não aconteça, o cabritismo vai aruinar o credibilidade do Estado. (Mozanorte)

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