O comprador anterior não mantinha um bom relacionamento com os comerciantes. Ele costumava levar a lagosta sem pagar o valor total, e mesmo com a dívida pendente, continuava a levar mais produto, disseram pescadores ao Mozanorte.
Por causa disso, os comerciantes decidiram interromper as actividades de compra e venda.
Em finais de agosto de 2025, o negócio está sendo retomado em Quinga. Segundo os comerciantes, o tempo de paralisação foi usado para encontrar um novo comprador que pagasse o valor total do produto, ao contrário do antigo.
Apesar da interrupção na venda de lagostas, os comerciantes não ficaram parados. Eles se dedicaram à compra e venda de peixe e polvo. Muitos desses compradores e vendedores são donos de embarcações que operam nas praias de Nico, Zaco e outras próximas a Quinga.
Nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, por volta das 8 horas, o novo comprador chegou à praia de Quinga, no local onde os comerciantes pesam as lagostas. É a segunda vez que ele visita a praia, e os comerciantes dizem que ele parece ser um bom patrão, diferente do outro que não pagava o valor completo.
Com a chegada do novo comprador, os pescadores de lagosta já começaram a organizar suas redes e barcos. A paralisação também foi benéfica, pois permitiu que houvesse uma maior reprodução de lagostas.
Os comerciantes explicaram as regras do negócio ao novo comprador e pediram que ele não agisse como o antigo.
O comprador foi levado para ser apresentado às autoridades policiais e locais, que o avisaram de que a compra do produto só pode ser feita dentro do horário permitido. (BP)

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