Uma senhora escapou por pouco das mãos de terroristas na aldeia de Naputa, no distrito de Ancuabe, sul de Cabo Delgado. Segundo o seu próprio relato, partilhado por meio de um áudio, ela foi retida durante algumas horas e submetida a várias perguntas sobre a região, enquanto os insurgentes circulavam nas imediações da aldeia.
De acordo com a senhora, os terroristas demonstraram não ter como alvo direto a aldeia de Naputa, mas sim a aldeia de Magaia, situada a alguma distância do local onde ocorreu o contacto.
Durante o interrogatório, os insurgentes continuaram a questioná-la sobre nomes de várias aldeias próximas. Em um momento tenso, um dos membros do grupo começou a afiar uma faca, o que aumentou ainda mais o medo da mulher, levando-a a responder a todas as perguntas por receio da sua vida.
Enquanto um dos homens a interrogava, outro o que afiava a faca foi questionado sobre o porquê daquela atitude, mas a tensão permaneceu. A senhora afirmou que viu um número significativo de insurgentes, estimando cerca de 100, agrupados em pequenos grupos de três ou quatro indivíduos.
No final do interrogatório, os terroristas fizeram-lhe uma última pergunta: se ela tinha sido maltratada. Ao responder que não, permitiram que seguisse viagem. Horas mais tarde, no entanto, ela soube que um homem da mesma região foi capturado pelos mesmos insurgentes e levado por eles, sem qualquer informação adicional sobre o seu paradeiro.
Nos últimos dias, o distrito de Ancuabe tem sido alvo de diversos ataques terroristas. As aldeias mencionadas pelos insurgentes vivem em clima de medo e instabilidade os moradores têm passado as noites escondidos nas matas, em busca de segurança. Até ao momento, o governo distrital ainda não se pronunciou oficialmente sobre os acontecimentos. (BP)

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