O rio Mpuei é um dos maiores da província de Nampula e localiza-se no distrito de Monapo. Ele dá acesso aos distritos de Liupo, Mugincual, Namitil e Angoche. Atualmente, não há comunicação direta entre Monapo e os distritos acima mencionados, sendo necessário, em alguns casos, passar primeiro pela cidade de Nampula e seguir pela estrada principal. Sem essa alternativa, a travessia só é possível por meio de motorizadas.
A ponte sobre o rio Mpuei encontra-se destruída há quase um ano. No entanto, o município de Monapo não providenciou uma alternativa ou desvio eficaz para facilitar a circulação dos residentes da zona e dos passageiros provenientes dos distritos vizinhos. Nesta primeira semana do mês e do ano, várias viaturas provenientes de Mugincual, Liupo e outros distritos ficaram retidas no local devido à destruição da ponte, agravada pelas chuvas intensas.
Viajar por esta zona tornou-se muito complicado. Ao chegar ao local, as pessoas organizam alternativas precárias para a travessia e cobram taxas por pessoa, por bagagem e por motorizada. Cada pessoa paga cerca de 20 meticais, enquanto o valor da bagagem depende do tamanho, começando igualmente nos 20 meticais.
A travessia de motorizadas custa cerca de 70 meticais, podendo variar conforme o tamanho do meio. A motorizada é o meio de transporte mais utilizado nesta via, devido às difíceis condições da estrada. O local apresenta elevados riscos, sobretudo para crianças e mulheres, uma vez que não há segurança adequada na subida e descida durante a travessia.
A passagem só é possível quando deixa de chover por alguns dias. Sempre que chove, o nível da água sobe e impossibilita completamente a travessia. Os responsáveis pela organização da passagem desempenham diferentes funções: alguns cobram as taxas aos passageiros e outros fazem o registo dos valores arrecadados, de modo a evitar desvios e facilitar a contagem.
Os taxistas permanecem estacionados em ambas as margens do rio. Os residentes mais próximos da zona têm tratamento especial, não pagando diariamente, uma vez que utilizam a travessia para aceder às suas machambas e não teriam condições de suportar o pagamento constante.
Embora a época chuvosa ainda não tenha terminado, os residentes e a população dessas zonas apelam à reposição urgente da ponte ou, pelo menos, ao reforço da alternativa existente. (BP)

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