O distrito de Mandimba, na província do Niassa, enfrenta nos últimos dias uma crise de combustíveis, com destaque para a escassez de gasolina, situação que está a condicionar o normal funcionamento do transporte e a gerar longas filas nos postos de abastecimento.
A falta de combustíveis atinge as três bombas de abastecimento existentes em Mandimba, onde a procura, sobretudo de gasolina, tem sido superior à oferta disponível.
Para minimizar o impacto da escassez, os gestores dos postos introduziram medidas de racionamento. Cada viatura pode abastecer até dois mil meticais por dia, enquanto as motorizadas estão limitadas a duzentos meticais.
Segundo os fornecedores, a decisão resulta da rotura de stock nos locais de levantamento, o que compromete o reabastecimento regular.
Num dos postos, pertencente ao empresário Zé Manel, para além da limitação de quantidades, o horário de funcionamento foi reduzido, passando a venda a decorrer entre as 10 e as 17 horas, como forma de gerir o combustível disponível enquanto se aguarda por novos fornecimentos.
Apesar da escassez, as autoridades locais asseguram que não há registo de especulação de preços. Entretanto, foi interdito o abastecimento a cidadãos malawianos, devido à elevada afluência destes nos postos de combustível do distrito.
Utentes ouvidos pela nossa reportagem relatam dificuldades para conseguir abastecer. Bonifácio Camilo, um dos clientes, afirma que as longas filas e a limitação de combustível tornam o processo cada vez mais complicado.
A situação continua a preocupar residentes e operadores de transporte, que temem o agravamento da crise caso o fornecimento não seja regularizado nos próximos dias. (Ma Mataka)

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