No distrito da Ilha de Moçambique, na província de Nampula, concretamente na zona de Jembesse, a Escola Primária do 1.º e 2.º Graus de Jembesse enfrenta sérios problemas de vandalização de bens materiais devido à falta de segurança.
A instituição, que acolhe um elevado número de alunos, desde a 1.ª classe até ao nível correspondente à 7.ª à 9.ª classes, tem registado uma onda crescente de destruição e roubo de equipamentos.
Recentemente, foi realizada uma reunião entre a direção da escola e os pais e encarregados de educação, com o objetivo de encontrar soluções para travar a situação. No entanto, durante o encontro, alguns encarregados manifestaram desacordo em relação à proposta de contribuição para a contratação de um guarda, alegando que essa responsabilidade deve ser assumida pelo governo.
Segundo o gestor principal da escola, a situação tem-se agravado nos últimos tempos. Em declarações, afirmou “Acabámos de sair de uma reunião da assembleia geral da escola, motivada pelo ambiente preocupante que se vive, caracterizado por uma onda crescente de vandalização de bens materiais. Esta questão já foi discutida ao nível da direcção.
Os professores continuam a trabalhar, enquanto se tenta recuperar os bens, com a reposição de salas, iluminação, janelas, filtros e sistemas elétricos. No entanto, constatamos que esta onda tem vindo a intensificar-se, pelo que precisamos de encontrar soluções para melhorar o processo educativo.
Em experiências anteriores, a escola contou com reforço de segurança, através de um guarda contratado e remunerado pela própria comunidade, o que reduziu significativamente os problemas. Contudo, devido a desentendimentos e falta de consenso, esse sistema foi interrompido e o guarda deixou de exercer funções.
Desde então, os casos de vandalização aumentaram de forma acentuada "Sentimos agora a necessidade de retomar esse modelo, reforçando a segurança com a contribuição da comunidade. A lei permite que a comunidade escolar contribua voluntariamente para o desenvolvimento da educação, desde que não seja no período de matrículas", disse.
A proposta é criar uma comissão para organizar as contribuições e proceder à contratação de um guarda. Os actos de vandalismo ocorrem, na maioria das vezes, durante períodos em que a escola não está em funcionamento, como à noite, feriados e fins de semana.
Por isso, torna-se urgente garantir segurança para proteger os bens e melhorar o ambiente escolar. Ficou consensualizado que cada aluno contribuirá com 20 meticais por ano.”
Diante desta situação, a direcção da escola reforça a necessidade de colaboração entre a comunidade e as autoridades, de modo a garantir a proteção do património escolar e assegurar melhores condições de ensino para os alunos.
Aquele estabelecimento de ensino tem 25 turmas correspondente a 5.274 alunos de ambos os sexos. Se cada aluno contribuir 20 Meticais o valor vai atingir mais de 105 mil meticais. (Fátima Abacar)

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