A província de Cabo Delgado é a segunda com maior prevalência de malária no país, com 38,1%, sendo responsável por 32,7% dos doentes atendidos nas consultas externas.
Segundo o governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, de acordo com dados de 2025, a província registou uma redução de 28,3% nos casos de malária, ao notificar 1.212.025 casos em 2025, contra 1.690.612 em 2024. Quanto aos óbitos, foram registadas 52 mortes em 2025, contra 80 em 2024.
“Registámos uma redução na incidência da malária, de 418 por mil habitantes em 2025, contra 599 por mil habitantes em 2024. Portanto, a vacinação tem mostrado avanços significativos na redução da mortalidade por doenças preveníveis”, afirmou Valige Tauabo.
Valige Tauabo explicou ainda que, em 2025, foi realizada uma campanha universal durante a qual foram distribuídas 1.604.560 redes mosquiteiras tratadas com inseticida, abrangendo 17 distritos da província.
“Estamos a realizar campanhas de combate à malária em toda a província. Administrámos 122.932 doses em quatro ciclos de tratamentos intermitentes, sobretudo para mulheres grávidas nas consultas pré-natais, registando um aumento de 4,6% em comparação com 2024. No mesmo período, realizámos 36.375 palestras sobre vacinação nas unidades sanitárias e 554 debates radiofónicos. A cobertura vacinal de crianças fixou-se em 97%. Estes resultados foram possíveis graças à participação e envolvimento de instituições governamentais, não governamentais, parceiros de cooperação e da população em geral”, explicou Tauabo.
O governante acrescentou que o sucesso na luta contra a malária e outras doenças preveníveis por vacinação requer o envolvimento contínuo de todos, através da adoção de medidas preventivas e da promoção da saúde, tais como o uso correto de redes mosquiteiras, a eliminação de águas paradas, o saneamento do meio, o início precoce das consultas pré-natais, o tratamento completo da malária após diagnóstico confirmado e a adesão às campanhas de vacinação.
Entretanto, Nicholas Wasunna, em representação dos parceiros, afirmou que a malária continua a ser uma das principais causas de doença e morte em Moçambique, afetando sobretudo crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.
“Apesar dos progressos alcançados, esta doença ainda rouba sonhos, oportunidades e vidas que poderiam ser salvas com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado”, afirmou Nicholas Wasunna.
Nicholas Wasunna acrescentou que os parceiros, incluindo o UNICEF, mantêm o compromisso de continuar a apoiar Moçambique, em particular a província de Cabo Delgado, para que cada criança seja vacinada, protegida e tenha a oportunidade de alcançar todo o seu potencial, e para que nenhuma criança, adolescente ou mulher morra de malária.
Estas declarações foram feitas por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Malária, assinalado no passado dia 25 de abril do corrente ano. (Abel Buruhane)



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