O que as mulheres da Ilha de Moçambique querem?: valorização, dinheiro e fim violência doméstica contra si



As vozes das mulheres da ilha de Moçambique mostram que, apesar dos avanços, ainda há desafios importantes a enfrentar, por isso consideram.qjs abril, mês da mulher moçambicana surge como uma oportunidade não só de celebração, mas também de reflexão e ação para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A senhora Abiba, uma das mulheres ouvidas, destacou a importância multifacetada da mulher no dia a dia. “A mulher é mãe, enfermeira, camponesa… a mulher é tudo”, afirmou. No entanto, chamou atenção para as dificuldades económicas que impedem muitas de concretizar os seus sonhos. Segundo ela, apesar de terem capacidade e ideias, falta apoio financeiro para iniciar projetos. 

“Queremos que as nossas ideias sejam ouvidas e colocadas em prática”, apelou.

Já a dona Ana Sadique, funcionária do sector da saúde, trouxe à tona a questão da violência contra mulheres e raparigas. Com base na sua experiência, afirmou que tem acompanhado vários casos, embora reconheça uma ligeira melhoria ao longo dos anos.

Ainda assim, reforçou a necessidade de continuar a combater o problema. “Desejo que todas as mulheres vivam sem violência e sem o impacto negativo do álcool. Este deve ser um momento de reflexão e empoderamento”, disse. Ela também incentivou a denúncia de casos “Não podemos ficar numa caixa de silêncio”.

Uma funcionária da Faculdade de Ciências Sociais destacou os avanços na inclusão das mulheres em diferentes sectores na Ilha de Moçambique. Segundo ela, há cada vez mais presença feminina em instituições, o que demonstra progresso. 

Contudo, reconheceu que ainda existem desigualdades e preconceitos. “Há quem pense que há posições onde a mulher não deve estar, especialmente como dirigente”, afirmou.

Também reforçou que a violência doméstica continua a ser uma realidade muitas vezes escondida dentro das famílias.

Entre as entrevistadas, Beatriz falou sobre a necessidade de igualdade no tratamento das mulheres. Para ela, ainda existem dificuldades e diferenças na forma como são tratadas “Gostaria que todas as mulheres fossem tratadas por igual”, disse a entrevistada. (Aminatho Zaharia Atumane)

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