Curandeiro acusado de prejudicar seu próprio amigo por suspeitar que ele namora com a sua esposa no distrito de Liúpo

 


A amizade entre dois homens terminou de forma triste na localidade de Muanhapo, posto administrativo de Quinga, distrito de Liúpo, província de Nampula. Um homem, supostamente conhecido como curandeiro, é acusado de ter enfeitiçado o seu próprio amigo.

Segundo informações locais, tudo começou devido à suspeita de que o amigo mantinha um relacionamento com a esposa do curandeiro. Algumas pessoas afirmam que, antes de ela se casar com o curandeiro, mantinha um namoro com o atual acusado, e os dois chegaram a planear casamento, mas a relação não deu certo.

De acordo com relatos da família da vítima, a doença manifesta-se de forma estranha: a boca da vítima movimenta-se constantemente, parecendo um cabrito a mastigar algo, sem nunca ficar sossegada. A própria vítima confirma que namorou com a mulher antes do casamento dela, mas garante que, depois de ela se casar, nunca mais tiveram qualquer relacionamento.

A família da vítima afirma que procurou vários curandeiros para descobrir a origem do problema. Segundo eles, consultaram nove adivinhos diferentes, e todos apontaram o mesmo homem como responsável pelo suposto feitiço. Diante disso, decidiram levar o caso ao tribunal comunitário para que o acusado explicasse a situação.


No dia do julgamento, o acusado negou todas as acusações e exigiu provas concretas para ser responsabilizado. Passados três meses, o juiz decidiu dar ao curandeiro um prazo de duas semanas para reconsiderar a situação e conversar com o amigo, tendo em conta a antiga amizade entre os dois.

Mesmo assim, nada mudou. A vítima continua doente, enquanto o acusado nega ter feito qualquer feitiço e também rejeita as acusações de ciúmes envolvendo a sua esposa.

A família da vítima continua a insistir para que o suposto curandeiro trate o amigo, mas ele afirma não saber de nada. Como última alternativa, as famílias da vítima e do acusado decidiram procurar novamente outros curandeiros, desta vez reunindo ambas as partes, para ouvirem novas explicações sobre o caso. (BP)

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