Os transportadores semi-colectivos da cidade de Pemba manifestaram insatisfação face à entrada em circulação dos novos autocarros municipais, que começaram a operar há cerca de três dias. Os novos meios de transporte têm registado grande adesão por parte dos munícipes devido ao conforto e ao preço mais acessível em comparação aos chapas semi-colectivos.

Segundo os chapeiros, a procura pelos seus serviços diminuiu consideravelmente, uma vez que muitos passageiros, sobretudo estudantes, preferem aguardar pelos autocarros municipais, considerados mais vantajosos economicamente. A situação tem gerado murmúrios e descontentamento entre os operadores de transporte privado sempre que os novos autocarros passam pelas paragens.

Outra questão levantada pelos chapeiros prende-se com o facto de os autocarros terem começado a circular antes da sua entrega oficial. Os transportadores questionam ainda o aumento do preço do combustível e o motivo pelo qual a tarifa dos autocarros municipais foi fixada em 15 meticais, em vez dos anteriores 10 meticais inicialmente esperados por alguns munícipes.

Além disso, os chapeiros alegam que a recente escassez de combustível terá sido usada como estratégia para justificar a subida do preço dos combustíveis. Segundo algumas fontes do sector, após o aumento dos preços, a escassez deixou de se verificar.

Os transportadores acusam ainda o Conselho Municipal de beneficiar politicamente com a introdução dos novos autocarros, alegando que a medida permite ao edil ser visto como benfeitor pela população ao oferecer um serviço de transporte mais barato, cobrando cerca de metade do valor praticado pelos chapas semi-colectivos.

Entretanto, enquanto alguns munícipes afirmam sentir-se manipulados com a situação, outros consideram que os novos autocarros representam um alívio importante para as famílias, sobretudo numa fase marcada pelo elevado custo de vida e dificuldades económicas. (Sifa Artur)

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