No
distrito de Mueda, na província de Cabo Delgado, a nossa fonte, que reside
naquele ponto da província, diz que actualmente tanto o Governo distrital como
os residentes confiam mais na Força Local do que nas Forças de Defesa e
Segurança.
Segundo
a fonte, mesmo os militares ou polícias afectos às operações ou que se
encontram em missão de serviço nos distritos afectados pelo terrorismo portam
armas apenas durante os dias em que estão em serviço, diferentemente dos
membros da Força Local, que, em alguns casos, continuam na posse das armas mesmo
durante os dias de folga.
A
situação não se verifica apenas em Mueda. Em quase todos os distritos da
província onde existe a Força Local têm ocorrido vários actos criminosos com
recurso a armas de fogo, atribuídos a membros daquela força.
Perante esta situação, questiona-se se a Força Local não deveria dispor de um local apropriado para a conservação das suas armas e outros materiais dentro dos seus quartéis, de modo a evitar que estes sejam utilizados indevidamente fora do período de serviço.
A
maioria dos casos de actos criminosos atribuídos a membros da Força Local tem
como um dos principais factores o consumo de bebidas alcoólicas enquanto os indivíduos
se encontram armados.
A
população afirma que o Governo, desde os primeiros casos registados noutros
distritos e também em Mueda, deveria ter implementado medidas mais rigorosas
relativamente ao porte e à conservação das armas pelos membros da Força Local.
Até ao
momento, segundo os residentes, não houve um pronunciamento público do Governo
da província, da liderança da Força Local ou das Forças de Defesa e Segurança
de Cabo Delgado sobre os casos criminosos envolvendo membros da Força Local
registados nos diferentes distritos da província. (BP)
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