O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social de Mecanhelas nega a existência de cobrança ilícita para o transporte de pacientes por ambulância e esclarece que os valores eventualmente solicitados às famílias estão relacionados com a comparticipação na compra de combustível, devido à escassez registada nos últimos tempos.
Em entrevista à imprensa, o director do sector, Sansão Daniel, disse que não corresponde à verdade a alegação de que os pacientes são obrigados a pagar para terem acesso à transferência por ambulância para unidades sanitárias de referência.
Segundo o responsável, perante a falta de combustível e a necessidade de garantir assistência aos doentes, foi aberta a possibilidade de as famílias contribuírem, quando houver disponibilidade e em situações específicas, para a aquisição do combustível junto de revendedores.
O dirigente avançou ainda que, com a recente reposição da gasolina nas bombas de abastecimento locais, a situação tende a melhorar. Contudo, advertiu que, em caso de nova escassez e havendo necessidade urgente de transporte, poderá manter-se a contribuição das famílias para garantir a deslocação da ambulância.
Os esclarecimentos surgem depois de uma preocupação levantada pela bancada da RENAMO na Assembleia Municipal de Insaca, durante a sessão desta terça-feira, 11 de Agosto. A questão foi igualmente discutida numa reunião orientada pelo Presidente do Município junto de uma das comunidades municipais. (Jaime Paculeque)

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