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No domingo, 18 de Outubro do ano em curso, o presidente do Conselho
Municipal de Pemba, Satar Abdulgani, atribuiu prémios aos bairros considerados
mais limpos da cidade. O bairro de Paquetequete ficou em primeiro lugar, o
Bairro Cimento em segundo e Chuiba em terceiro. No entanto, a classificação foi
contestada por alguns munícipes, que a consideram injusta.
Segundo os munícipes da cidade de Pemba, a atribuição do primeiro lugar ao
bairro de Paquetequete como o mais limpo constitui uma decisão que não
corresponde à realidade vivida naquela zona.
Em declarações aos jornalistas, Augusto Aciro Cele afirmou que o bairro de
Paquetequete continua a enfrentar problemas relacionados com o fecalismo a céu
aberto, tanto nas proximidades da praia como nas valetas de drenagem, onde,
segundo o entrevistado, muitos residentes fazem as suas necessidades fisiológicas.
Augusto Aciro Cele acrescentou que o bairro de Paquetequete nunca esteve
verdadeiramente limpo, afirmando que a zona continua suja. Por isso, questionou
os critérios utilizados para atribuir ao bairro o primeiro lugar na
classificação.
“Os bairros mais limpos da cidade são os da Expansão, Chuiba, Muxara e
Bairro Cimento”, declarou Augusto Cele.
Por sua vez, Matos, outro munícipe entrevistado, afirmou que os problemas
da cidade continuam por resolver, destacando as dificuldades relacionadas com o
acesso à energia eléctrica, à água potável e às vias de acesso.
Matos acrescentou que a classificação dos bairros mais limpos de Pemba não
deve desviar a atenção dos problemas que continuam a afectar a população.
“Estão a dizer que alguns problemas já foram resolvidos? No bairro de
Chibuabuari, um dos mais populosos de Pemba, não há hospital nem acesso adequado
à água e à energia eléctrica. A iluminação existente é de risco. No entanto, em
época eleitoral, os residentes passam a ser considerados importantes”, afirmou
Matos.
Os munícipes do bairro de Chibuabuari afirmam que têm recebido promessas
que ainda não foram concretizadas. Segundo os residentes, foi-lhes garantida a
construção de uma estrada que permitiria a ligação a um centro de saúde, mas,
até ao momento, a obra não foi realizada.
De acordo com os moradores, a promessa remonta ao mandato de Tagir Assimo
Carimo e ao de Florete Simba Mutarua, tendo sido igualmente mencionada pelo
actual dirigente municipal, sem que, segundo os entrevistados, tenha sido
concretizada. (Abel Buruhane Raibo)
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