MSF reage o ataque contra centro de saúde em Mocimboa da Praia

O saque de um centro de saúde na aldeia de Quelimane, distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, está a ameaçar a continuidade da assistência médica à população local. A unidade, apoiada pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF), foi alvo de um ataque no dia 21 de setembro, durante o qual foram levados medicamentos e outros materiais médicos.

A organização alerta que a perda destes recursos pode ter consequências particularmente graves para pacientes que dependem de tratamentos regulares, destaca uma publicação da organização datada a 2 de outubro.

“Os ataques e saques a instalações de saúde, bem como o roubo de medicamentos e equipamentos médicos, têm consequências devastadoras para as comunidades que já enfrentam extrema vulnerabilidade devido a conflitos e deslocamentos”, afirmou Pooja Iyer, coordenadora nacional do MSF em Moçambique.

De acordo com a nota, entre os pacientes mais afectados estão pessoas que vivem com doenças crónicas, incluindo VIH, tuberculose, hipertensão e diabetes, cujos tratamentos podem ser interrompidos pela falta de medicamentos.

O MSF voltou a pedir que as instalações de saúde sejam respeitadas e protegidas, sublinhando que pacientes, profissionais de saúde e cuidadores não devem ser alvo de violência.

A organização trabalha em Cabo Delgado desde 2019, prestando assistência médica e humanitária a populações deslocadas pelo conflito, comunidades de acolhimento e pessoas afectadas por emergências climáticas.

Só nos primeiros seis meses de 2026, as equipas do MSF em Mocímboa da Praia realizaram mais de 57 mil consultas externas, trataram 12 mil pessoas com infecções respiratórias e acompanharam 132 pacientes diagnosticados com VIH, refere a publicação. (Mozanorte)

Post a Comment

0 Comments