A população da aldeia de Mauá, localizada na estrada de Nivico, no distrito
de Quissanga, em Cabo Delgado, norte de Moçambique, têm expressado
descontentamento devido à falta de distribuição de insumos agrícolas por parte
dos técnicos da Agricultura, o que tem dificultado a aquisição desses recursos
essenciais para a produção rural.
De acordo com um técnico da Agricultura que trabalha na área, identificado
como Cassimo, cada agricultor da região possui cerca de 3 hectares de terra
para cultivar.
Ele destacou que, no total, cerca de 50 hectares são monitorados na sua
área de actuação. No entanto, a escassez de chuvas tem sido um grande obstáculo
para o desenvolvimento das plantas, o que tem comprometido a produção agrícola
local.
Cassimo frisou que, apesar das expectativas de uma boa safra este ano, a
falta de chuvas tem prejudicado o crescimento das lavouras, causando um
fracasso na produção agrícola da região.
"Havia grandes expectativas
para a produção agrícola este ano, mas as condições climáticas não ajudaram. As
chuvas estão escassas, o que tem afectado directamente o desenvolvimento das
plantas", afirmou o técnico.
Em relação à segurança na região, os moradores de Mauá relatam que, apesar
das dificuldades, a vida segue normalmente.
Não há registos de actividades de malfeitores nos últimos três meses. A
população local afirmou que continua trabalhando nas machambas (terras
agrícolas) de maneira regular, sem a presença de elementos criminosos, o que
tem trazido uma sensação de tranquilidade.
No entanto, um residente da aldeia, identificado por Abdul, lamentou a
situação da educação na localidade. Ele destacou que, até o momento, não houve
nenhum registo de matrículas para as crianças na escola, o que é motivo de
preocupação para os pais e moradores da aldeia.
"É muito triste que ainda não
tenha sido feito o registo das crianças na escola. A educação das nossas
crianças é essencial para o futuro da nossa comunidade", afirmou Abdul.
Além disso, os professores da aldeia ainda não retornaram para dar início
às actividades escolares, o que tem gerado apreensão entre os moradores, que
esperam ansiosamente pelo início das aulas.
A falta de retorno das actividades educacionais tem sido um problema
recorrente na região, agravado pela situação da pandemia e pela falta de infra-estrutura
nas escolas locais. (Seven Mussa)

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