Administrador "eleito" pelos manifestantes em Liupo foge deixando seu povo

 

Há dois meses os moradores de Liúpo, província de Nampula, norte de Moçambique, escolheram  administrador, localmente conhecido por Muazi. O distrito ficou sob sua administração por pouco mais de um mês, pior ainda não estavam as autoridades formais.

No entanto, após a chegada das forças de defesa e segurança, Muazi fugiu, abandonando até mesmo seus seguidores mais próximos, que o apoiaram durante o tempo em que esteve no cargo.

Mesmo assim, segundo apuramos o Governo do distrito ficou profundamente decepcionado com ele, pois Muazi era um mecânico de profissão e, apesar de ter prestado importantes serviços ao distrito, nunca havia enfrentado grandes dificuldades devido ao seu trabalho.

Ele era conhecido em todo Liúpo e até em outros pontos da região, não apenas pelo seu trabalho como mecânico, mas também por ser agiota no distrito.

Amigos, familiares e conhecidos lamentam o ocorrido, pois Muazi não aparentava estar em dificuldades e vivia de forma tranquila. A fuga dele gerou uma grande agitação entre seus amigos e familiares.

As autoridades policiais em Liúpo estão atentas e não querem mais ver seu rosto na região, sendo que está é uma das razões de ele abandonar a zona, segundo uma fonte policial que falou com a nossa reportagem.

"Se for pegue, as autoridades, planejam levá-lo para as celas da cidade de Nampula, pois o local onde ele poderia ser detido ainda não foi reabilitado, desde que houve a vandalização do espaço".

Muazi é natural de Liúpo e sempre se destacou como uma figura influente na comunidade.

Enquanto administrador eleito pela população, semanalmente, organizava duas ou três reuniões. Além disso, ele era o responsável pela manutenção das motorizadas e carros de várias instituições do distrito.

As autoridades distritais estão constantemente sensibilizando os jovens para que evitem comportamentos desviantes e mantenham a ordem na comunidade.

No entanto, Muazi fugiu, deixando para trás sua esposa, que está grávida de 8 meses, sem o apoio da família e sem cuidados hospitalares e temendo represálias. (BP)

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