Moradores de Quissimajulo libertam camiões após receberem o primeiro lote de material de construção

 

Dois dias depois de intensas manifestações dos residentes do bairro de Quissimajulo, distrito de Nacala, província de Nampula, as barricadas que haviam sido criadas e impediam a circulação dos camiões da VIC TRAB e da empresa chinesa, no transporte de calcário (matéria-prima usada na fabricação de cimento), foram aliviadas. Isso ocorreu após uma resposta rápida da Fábrica de Cimento, que fez a entrega do primeiro lote de material de construção para impulsionar as obras de construção de salas de aula.

Neste contexto, a fábrica de cimento, sob a direção do seu responsável, acompanhada pelo presidente do Conselho Autárquico de Nacala, Faruk Nuro, fez a entrega do primeiro lote de material de construção, oferecendo aos populares de Quissimajulo 200 sacos de cimento, blocos (quantidade não especificada), areia, brita, entre outros diversos materiais essenciais para o início da obra de construção das salas de aula. 

Os moradores de Quissimajulo exigiram que a retirada da matéria-prima para a fabricação de cimento fosse compensada com a realização das obras de construção.

Contudo, Caetano Abudo, residente de Quissimajulo e beneficiário, disse: "Recebemos ontem, quinta-feira, o primeiro lote de material de construção. Este material foi entregue pela fábrica de cimento e não pelo governo, que se esqueceu de Quissimajulo. Foram 200 sacos de cimento, blocos e outras coisas que não conseguimos identificar. Isso vai nos ajudar muito na construção das salas de aula que nossos filhos precisam, porque eles sofrem muito, mas ainda não têm segurança. Apesar de a obra ainda não ter iniciado, não vamos aceitar que eles venham retirar a matéria-prima usada na fabricação de cimento sem que as obras comecem."

Importa salientar que, neste momento, o material de construção está sob custódia da população local, aguardando o início das obras, que até o momento não foi mencionado. Aliás, os camiões que haviam sido retidos já foram liberados e só voltarão a circular em busca do calcário em Quissimajulo, dias depois do início das obras de construção das salas de aula. (Gabriel Cassimo)

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