Nas bancas e prateleiras dos mercados
de Mocímboa da Praia, está enraizado um problema silencioso que ameaça a saúde
da população, a venda de produtos fora do prazo de validade.
Farinha de milho, óleo de cozinha,
leite condensado, esparguete, bolachas e outros alimentos essenciais continuam
a ser comercializados, mesmo quando já não deveriam estar disponíveis para
consumo.
Para muitas famílias, que dependem
desses produtos para sua alimentação diária, o risco é grande, mas invisível.
Elas sabem que o que parece ser um
simples pacote de farinha pode esconder perigos para a saúde, desde
intoxicações alimentares até doenças mais graves.
Dona Amélia, mãe de três crianças,
conta que comprou um pacote de ultra mel sem perceber que estava vencido há
meses e depois do consumo toda família ficou mal.
"Meus filhos passaram mal depois
de comer. Só depois que fui ver a embalagem e vi que a data já tinha passado há
muito tempo", relata.
Como ela, muitos consumidores não
verificam os rótulos antes da compra, seja por falta de hábito ou porque, em
alguns casos, as datas de validade estão apagadas ou adulteradas, mas sobretudo
devido a negligência na fiscalização.
O problema não é apenas uma questão de descuido dos comerciantes, mas também da falta de fiscalização.
Neste sentido, os compradores clama
por ajuda, pedindo a presença urgente de quem tem direito para inspecionar os
mercados e garantir que os produtos vendidos sejam seguros.
"Precisamos que alguém tome conta
disso, porque estamos a consumir veneno sem saber", apelou o cidadão João,
que afirma já ter visto clientes reclamarem de produtos estragados. (Armando
António)

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