Preço alto de combustível em Moçambique/desvalorização do Kwacha no Maláui e o negócio informal em Mandimba

Os proprietários de postos de combustíveis em Mandimba, província de Niassa norte de Moçambique, estão enfrentando dificuldades devido à queda no número de clientes, apurou Mozanorte.

Mesmo após se queixarem às autoridades locais, a situação continua a piorar. O motivo principal para esse declínio é a desvalorização do Kwacha malauiano em relação ao Metical, ocorrida nos últimos meses.

Ao que se sabe é que embora o câmbio oficial esteja tentando manter certa estabilidade, o mercado paralelo tem oferecido taxas mais vantajosas, o que favorece o Metical.

Como resultado, muitos moçambicanos que compram Kwachas em Mandimba, a apenas 8 km da fronteira com o Malawi, atravessam para o país vizinho e conseguem adquirir combustível a preços significativamente mais baixos, variando entre 45 e 60 Meticais por litro.

Esse cenário tem levado as pessoas a abandonar os postos locais e a abastecer do lado Malauiano. Além disso, comerciantes têm aproveitado a situação, comprando combustível no Malawi em pequenas quantidades e revendendo em Mandimba por 75 Meticais o litro, ainda assim abaixo dos 93 Meticais cobrados nas bombas locais.

Outro reflexo dessa desvalorização é o mercado de ovos importados do Malawi, com o preço do favo atingindo 210 Meticais, uma realidade que deixa os residentes de Mandimba menos sufocados em relação o custo de vida que se atravessa no país. (Mozanorte)

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