Empresa King Man abandona reabilitação de hospital em Macomia

Por: BP

Após a destruição das infra-estruturas por grupos terroristas na vila sede do distrito de Macomia, no centro da província de Cabo Delgado, quase todos os edifícios governamentais foram devastados, incluindo o hospital, o palácio do administrador, o comando distrital, entre outros serviços essenciais.

Diante dessa situação, o governo distrital e provincial ficaram sem alternativas imediatas, e durante muito tempo a população ficou sem acesso a serviços de saúde, educação e outros atendimentos que funcionavam nos anos anteriores.

Após alguns meses, o comando distrital foi reabilitado, mas muitos serviços continuaram inoperantes. Os primeiros socorros foram prestados por militares e por algumas organizações humanitárias presentes no terreno, como os Médicos Sem Fronteiras.

Há cerca de dois meses, uma empresa denominada King Man iniciou os trabalhos de reabilitação do hospital distrital de Macomia, com um prazo estimado de três meses. A empresa mobilizou electricistas, canalizadores, carpinteiros, pedreiros e recrutou auxiliares locais na vila de Macomia.

No entanto, há uma semana, as obras foram abruptamente interrompidas. A King Man começou a deslocar seus trabalhadores para outros distritos da província, como Mocímboa da Praia e Balama. Até o momento, não há previsão para a retomada dos trabalhos, e ainda restam muitas áreas por concluir no local da obra, neste caso o centro de saúde de Macomia.

Em conversa com Mozanorte, um dos trabalhadores da King Man afirmou que a empresa não tem dificuldades em concluir a reabilitação, mas supostamente existe um desentendimento entre a empresa e a entidade financiadora do projecto. Segundo ele, trata-se de uma questão que pode ser resolvida, o que permitiria a retomada dos trabalhos.

O plano da empresa prévia, além da reabilitação do hospital, a construção de casas para os enfermeiros, casa mortuária, laboratório e cozinha. Entretanto, a maior parte dessas infra-estruturas ainda não foi executada. Apesar do abandono, a empresa assegurou o pagamento aos seus trabalhadores.

A população e os funcionários da instituição não foram directamente prejudicados pelo abandono, pois o hospital ainda não estava em condições de funcionamento. No entanto, até agora, o governo distrital não prestou esclarecimentos à população sobre o ocorrido, mesmo já tendo passado uma semana desde a suspensão das obras. 

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