Iniciou a Campanha de Licenciamento da Pesca Artesanal em Liúpo

Por: BP

O processo está a decorrer no distrito de Liúpo, mais precisamente no posto administrativo de Quinga, zona costeira onde o mar permite a realização diária das atividades dos pescadores. Todos os anos, as autoridades pesqueiras e marítimas realizam o licenciamento das embarcações e das redes utilizadas na pesca artesanal.

Quinga, localizada a 45 km da vila-sede de Liúpo, faz fronteira com os distritos de Mogincual e Angoche. Devido ao mau tempo na região, muitos pescadores ainda não iniciaram as suas atividades no mar, encontrando-se a preparar as redes e reparar os barcos danificados, o que foi visto como uma boa oportunidade para a equipa de licenciamento interagir directamente com os pescadores.

Conforme apurou Mozanorte, no dia 20/05/2025, uma equipa chegou ao posto administrativo de Quinga, liderada pelo Director do SDAE (Serviço Distrital de Actividades Económicas) de Liúpo, acompanhada por técnicos das pescas vindos da província de Nampula. A missão é licenciar os pescadores e regularizar as redes de pesca. Apesar de terem chegado um pouco tarde, até às 11 horas a equipa já se encontrava numa das praias de Quinga.

Ao chegar à praia de Nameleni, a equipa encontrou pescadores a consertar redes danificadas, enquanto outros já se encontravam no alto mar em plena actividade. Como tem acontecido nos anos anteriores, a equipa manteve o diálogo com os pescadores, explicando os procedimentos do licenciamento.

A acção conta com a colaboração de um técnico das pescas, membros do Conselho Comunitário de Pesca (CCP) e da Polícia Costeira Lacustre e Fluvial (PCLF), todos afectos ao posto administrativo de Quinga e bem familiarizados com os pescadores e os centros de pesca locais.

A equipa permanecerá em Quinga durante uma semana, trabalhando directamente com os pescadores. No primeiro dia de trabalho, a equipa agradeceu o apoio dos colegas locais, destacando que não houve resistência por parte dos pescadores — um sinal positivo do bom trabalho desenvolvido ao longo do tempo por esses profissionais na comunidade.

Havia algum receio inicial por parte da equipa, uma vez que Quinga foi uma das zonas mais agitadas durante manifestações anteriores. No entanto, tudo decorreu de forma tranquila. A equipa apela à boa coordenação entre os pescadores e a população em geral, para que o trabalho continue sem contratempos.

Antes do início do processo de licenciamento e do pagamento das taxas sobre as redes, foi realizada uma palestra de sensibilização, alertando os pescadores para não utilizarem redes inadequadas, como as redes mosquiteiras. Importa esclarecer que esta fase da campanha refere-se apenas ao licenciamento das redes de pesca, a regularização das embarcações é da responsabilidade de outra equipa, ligada à ADMAR.

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