De autoria: ABIBO SÁBIO
Uso de cremes clareadores da pele negra em
sociedades africanas: Um desafio para preservação, conservação e afirmação da
auto-estima dos africanos. Esta pesquisa analisa a África, mas com destaque, a
região subsariana ou negra. A temática do uso dos cremes clareadores deixa
consequências nefastas como, a inferiorização da identidade originária africana
e biológicas (cancro da pele) de acordo com os especialistas da matéria da
indústria farmacêutica. Por isso, as sociedades da África negras, devem voltar
as origens e colocar a mão na consciência. Sabes que, os cremes consolidam a
negação da auto-estima nas pessoas da raça negra, ou seja, devem se orgulhar
com a pele negra, afirmar com a sua melanina originária. Actualmente, os cosméticos
industriais, viraram moda aos negros, sob alegação de ostentar a raça branca e
privilegiada diante aos negros. Os cremes deixam consequências nefastas como, a
inferiorização da identidade originária africana e biológicas de acordo com os
especialistas da matéria da indústria farmacêutica. A África negra, deve voltar
as origens, ou seja, devem se orgulhar, afirmar com a sua melanina originária. Para
tal, a conservação e preservação da identidade originária pode ombrear e
enfrentar com a finco o fenómeno da globalização. E tem como, objectivo geral é
reflectir uso de cremes clareadores da pele negra na África subsariana. E
objectivos específicos: Descrever a história sobre do uso dos cremes
clareadores em sociedade da África subsariana, elucidar a causa principal da
origem do fenómeno e propor soluções para melhoria da consciência nas pessoas
da pele negra.
Palavras – Chaves: Cremes, Clareadores, Sociedades, Negra, africanas
Introdução
Esta pesquisa, aborda o tema, Uso de cremes clareadores da pele
negra em sociedades africanas: Um desafio para preservação, conservação e
afirmação da auto-estima dos africanos. Um tema é inserido numa Mesa redonda de reflexão para a celebração
de 25 de Maio dia de África, sob lema Repensar África: reflexões sobre o
passado, presente e futuro possíveis. O
estudo fala uso de cremes clareadores em África, com olhos postos na região da
África saariana ou negra Objecto do estudo é, Uso de cremes clareadores da pele negra em sociedades da África
subsariana ou negra.
O tema é muito relevante porque, o uso dos produtos cosméticos
sobretudo os clareadores da pele escura na região da África negra é uma pratica
real com propósito de negar apele original no seio das sociedades negra. E para
contornar esta situação maléfica, é difícil mas não impossível, no qual
Moçambique é um dos 47 países integrantes desta região e não está excepção. Estes
cosméticos industriais, actualmente, contam e tornaram moda na consciência das
pessoas negras, sob alegação de tornarem ou ostentar como pessoa da raça branca
e privilegiada diante nas pessoas com a pele negra ou originaria dessas
sociedades. No entanto, uso dos cremes deixa consequências nefastas como, a
inferiorização da identidade originária africana e biológicas de acordo com os
especialistas da matéria da indústria farmacêutica. Por isso, as sociedades da África
negras, devem voltar as origens, ou seja, devem se orgulhar, afirmar com a sua melanina
originária. Mas também, conservar e preservar a identidade original e enfrentar
a globalização.
Objectivo geral é reflectir uso de cremes clareadores da pele negra na
África negra sobretudo a preservação, conservação e afirmação da identidade
cultural das sociedades negras no panorama mundial.
E objectivos específicos: Descrever o contexto histórico sobre o uso
dos cremes clareadores em sociedade da África subsariana, elucidar a causa principal
da origem do fenómeno e propor soluções para melhoria da consciência nas
pessoas da pele negra.
Esta relaxação, estrutura-se, resumo,
introdução, e métodos. O proponente privilegiou os métodos:
Monográfico e empírico:
O autor usou o empírico que foi fundamental na elaboração dessa. E tecnicamente
a observação directa sobre uso dos cremes clareadoes na região sul do Sahara.
O investigador fez um estudo Descritivo – onde fez
a reflexão do Uso de cremes clareadores da pele
negra em sociedades africanas: Um desafio para preservação, conservação e
afirmação da auto-estima dos africanos
E quanto a abordagem é um
estudo qualitativo porque trata-se dum pensamento dos povos
África negra usam clareadores para tornarem brancos e inferiorizando a sua pele
negra ou natural. Nesta vertente, pertuam o pensamento psicológico dos brancos
que, os negros não tem valor no seio dos brancos, o que é subjectivo.
A contextualização
histórica do uso de cremes Clareadores da
pele negra em Sociedades africanas: Um desafio para preservação, conservação e
afirmação da auto-estima dos africanos
Conceitos Básicos
Auto-estima - descreve que auto-estima correlaciona-se com
racionalidade, realismo, intuição, criatividade, independência, flexibilidade,
habilidade para lidar com mudanças, disponibilidade para admitir e corrigir
erros, benevolência e cooperação, (Branden & Ruiz, 2002).
Auto-estima é viver de forma intencional, assumindo as
escolhas com responsabilidade e de forma consciente.
Clareadores de Pele - são produtos ou
tratamentos que visam reduzir a pigmentação excessiva da pele, actuando
principalmente na inibição da produção de melanina. Exemplo, Caró Carlota etc (https://www.google.com/search?q=conceito+de+clareador, acesso 14.05.2025).
Colorismo
- é uma forma de discriminação
baseada na tonalidade da pele, onde pessoas de pele mais clara são favorecidas
em relação às de pele mais escura, mesmo dentro do mesmo grupo racial ou
étnico.
Conservação
da identidade - envolve a manutenção
de características distintivas, memórias e valores que definem um determinado
contexto, contribuindo para a construção e manutenção da identidade.
Preservação da identidade refere-se à protecção e manutenção das características,
valores e traços culturais de um indivíduo, grupo ou comunidade ao longo do
tempo. Isso inclui a protecção contra perda ou modificação destas
características, bem como a promoção da valorização e continuidade das mesmas https://www.google.com/search?q=preserva%C3%A7%C3%A3o+da+identidade).
Sociedade
- é um sistema de interacções entre indivíduos que se baseia na solidariedade,
seja ela mecânica ou orgânica. Ele enfatiza a importância das normas e
valores sociais na regulação do comportamento individual e na manutenção da
ordem social, (Durkheim).
Weber destaca a acção social como um elemento fundamental
da sociedade. Para ele, a acção social é aquela que é orientada pelo
sentido que o indivíduo atribui a seus actos e que é influenciada pelas
interacções com outros.
Sociedade - relações de
produção e da luta de classes. Ele argumenta que a sociedade é determinada
pela estrutura económica e que a exploração de uma classe sobre outra é a causa
fundamental das desigualdades sociais, (Marx).
𝗢𝗿𝗶𝗴𝗲𝗺 𝗱𝗼 𝗖𝗼𝗹𝗼𝗿𝗶𝘀𝗺𝗼 ou clareamento
O colorismo não é um problema novo. Ele está
intimamente ligado à história da colonização e da escravidão dos povos
africanos e entre os outros. Durante esses períodos, a pele mais clara era
associada aos colonizadores europeus e vista como símbolo de status, poder e
superioridade. Por outro lado, a pele mais escura era frequentemente ligada ao
trabalho forçado e à subordinação.
Nas sociedades africanas contemporâneas, essa herança
colonial persiste, mesmo após a independência. O valor atribuído à pele clara
tem sido perpetuado por diversas formas de mídia, literatura e até religiões
que reforçam padrões de beleza eurocêntricos.
Em pleno século XXI, observa-se a olho nu e um aumento
significativo no uso de cremes clareadores de pele em diversos países africanos
com maior realce, Angola, Tanzânia, Moçambique, Nigéria; República Democrática
do Congo; Mali, Costa do Marfim, Senegal; Ruanda, Quénia, Burquina Fasso; ou
seja, a África subsariana este fenómeno normalizados pelos seus concidadãos. A
título de exemplo, em Angola é popularmente conhecido como "𝗽𝗮𝗰𝘂𝗹𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼" ou simplesmente "𝗽𝗮𝗰𝘂𝗹𝗼", um termo amplamente utilizado para descrever o
colorismo e suas manifestações.
𝗔 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗻𝘀𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗨𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗿𝗲𝗺𝗲𝘀 𝗖𝗹𝗮𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀
Nos últimos anos, o uso de cremes clareadores
tornou-se um problema alarmante em muitos países africanos, como Nigéria, Gana,
África do Sul e Senegal. Estudos revelam que cerca de 40% das mulheres em
alguns desses países recorrem a produtos para clarear a pele, muitas vezes
ignorando os riscos à saúde.
O problema não está apenas na prática em si, mas
também no papel das indústrias estrangeiras que lucram com a produção e
comercialização desses produtos. Essas empresas, muitas vezes sediadas na
Europa; na Ásia e dentro de África, promovem cosméticos que prometem "𝗽𝗲𝗹𝗲 𝗿𝗮𝗱𝗶𝗮𝗻𝘁𝗲" e na sequência disso, há efeitos colaterais e perigosos
nas pessoas, como câncer de pele, danos aos órgãos internos e distúrbios
hormonais.
𝗜𝗺𝗽𝗮𝗰𝘁𝗼𝘀 𝗦𝗼𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗣𝘀𝗶𝗰𝗼𝗹𝗼́𝗴𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗼𝗹𝗼𝗿𝗶𝘀𝗺𝗼:
O colorismo contribui para uma série de problemas
sociais, incluindo:
1.
Auto-estima Reduzida: Pessoas com
pele mais escura, especialmente mulheres, muitas vezes enfrentam exclusão,
discriminação e falta de representatividade. Isso afecta sua auto-estima e
confiança.
2.
Desigualdades Económicas: Indivíduos
de pele mais clara podem ser preferidos em contratações, promoções e
oportunidades sociais, perpetuando ciclos de desigualdade.
A mídia (rádio, televisão, jornais e redes sociais)
desempenha um papel crucial na perpetuação do colorismo. Propagandas de
produtos clareadores frequentemente mostram pessoas de pele mais clara como
mais bem-sucedidas, felizes e atraentes. Essa mensagem subliminar alimenta a
ideia de que clarear a pele é uma solução para problemas pessoais ou sociais.
Uso de produtos para clarear a
pele cresce na África subsariana e especialistas alertam para riscos da prática
Segundo relatório mais recente da OMS, 77% das mulheres nigerianas usam
produtos para deixar a pele mais branca. Médicos chamam a atenção para produtos
utilizados com frequência, mas que não passaram controlo e testes de segurança.
Os africanos viviam em pequenas
comunidades e detinham estruturas governativas quase sólidas ao nível social
onde comungavam as questões culturais linguísticas do dia-a-dia; politicamente,
os sistemas de reinados funcionaram harmonicamente e economicamente os povos
africanos sempre se cooperavam; a título de exemplo, a fase de recolecção de
frutos silvestre e a caça e ainda da fase do inicio de agricultura e da
pastorícia tudo sustentava-se em comunhão ou partilhavam.
Mas em contrapartida, os povos africanos
foram desagregados e desintegrados pelas invasões estrangeiras como, os árabes
e europeus que montaram o sistema do imperialista europeu que destruiu o tecido
original social, político e económico dos africanos.
O pesquisador para compreender com precisão
do tema em alusão, trouxe uma breve resenha sobre a região da África
subsariana, por sinal onde o fenómeno de cleareameno da pele humana e conceitos
do tema em análise.
A África subsariana ou África negra, corresponde à parte do continente
africano situada ao sul do Deserto
do Saara. Nesta região, integram quarenta e sete (47) países. E cujas suas
fronteiras, resultaram na divisão e colonização de África, consumada
na conferência de Berlim na Alemanha entre os anos 1884 a 1885.
Com cerca de 9 milhões de quilómetros quadrados, o Deserto
do Saara forma uma espécie de barreira natural que divide o continente
africano em duas partes muito distintas quanto ao quadro humano e económico. A
norte do Saara, encontramos uma organização socioeconómica muito semelhante à
do Oriente Médio, formando um mundo islamizado
(https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%,
acesso 15.05.2025).
Ao sul do Sahara, está a África subsariana, antigamente chamada África
Negra, por europeus e árabes, em
razão da predominância, nessa região, de povos de pele mais escura;
porém, tal terminologia é considerada essencialmente ideológica.
A África Subsaariana tem uma população de mais
de 1.246 milhões de habitantes em 2023 e maioritariamente constituída pela
população jovem a menos de 30 anos. Essa região é conhecida pela sua
diversidade étnica e por ser uma das áreas mais populosas do mundo, com um
crescimento populacional significativo, (ONU, 2023).
A diversidade étnica desta
região da África é patente nas diferentes formas de cultura, incluindo as línguas, a música, a arquitectura,
a religião, a culinária e
a indumentária dos
diferentes povos do continente. A maioria da população pertence a etnias anteriormente
classificadas na "Raça Negra," Vide a imagem em 1.
Imagem 1: Mapa de África Subsariana ou África Negra

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki
É importante notar que, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para os riscos associados à
utilização de produtos clareadores que contenham mercúrio, uma substância nociva.
Os produtos clareadores, contudo, continuam a ser popular, especialmente
em alguns países da África e Ásia, onde o uso para clarear a pele é difundido.
Países que
produzem e comercializam produtos clareadores no mundo
Na Ásia: China, Filipinas, Tailândia, Paquistão e Líbano; América Latina: República
Dominicana, México; Estados Unidos da América:
Produz produtos clareadores, mas com restrições em relação ao uso de
mercúrio; Europa: A
União Europeia proibe produtos com mercúrio, mas a indústria clareadora
continua activa em outros países e a própria África: Vários países, especialmente, a Nigéria, Costa do
Marfim e Tanzânia estão no topo africano, onde a utilização de produtos
clareadores é popularizado, (OMS) vide a imagem numero 2.
Imagem 2: Produtos cosméticos clareadores da pele negra

Fonte: Autor adaptado 2025
Apresentação
e discussão das reflexões do uso de cremes clareadores na África subsariana ou
África Negra
A
problemática do uso dos produtos cosméticos sobretudo os clareadores da pele
escura na região da África negra é uma realidade e, para contornar a situação é
difícil mas não impossível, no qual, Moçambique é um dos quarenta e sete (47)
países integrantes desta região, onde o fenómeno é visto a olho nu e, o mais
engraçado, os praticantes da clareação da pele negra, alguns deles, são pessoas
escolarizadas e ainda escolarizada. Os produtos clareadores de origem sintético,
actualmente, tornaram moda e o quotidiano dos seus concidadãos sob alegação da
procura da brancura e ostentando-se como pessoa da raça branca e privilegiada
no seio social em relação aos que não adquirem, a suposta beleza e a fama,
diante das pessoas com a pele negra ou originaria dessas sociedades africanas.
No
entanto, ignorando de forma grosseira, das consequências nefastas como, a inferiorização
da identidade originária africana introduzida, propagada pela colonização, que
difundira que, a raça branca é superior em relação a da negra, o que não
constitui verdade. De acordo com Aime Cesaire poeta com DNA da África negra, desconstrói
esta narrativa que, nenhuma a raça tem o monopólio da beleza, inteligência,
força e há espaço para todos se encontrarem e conquistarem. Com este
pensamento, os povos da África subsariana, são culpados da auto-inferiorização social.
E para além das consequências identitárias, os especialistas em matéria da
indústria farmacêutica avançam que, uso dos creme clareadores (caró) altera a saúde
da pessoa e correndo o risco de ter o cancro da pele, só para ilustrar.
Porem, sabe que, a génese da inferiorização da pele negra
aos cidadãos da África subsariana, remonta desde da invasão dos (árabes) no
século VII, pese embora foi com menor influência e no século XV pelos europeus
que subjugaram os povos africanos e incluindo dessa região em todos seus ângulos
durante quinhentos (500). Ainda Badi (2002) é a
colonização que originou e impôs um traçado de fronteiras que desarticulou a
natural disposição cultural identitária das tribos e etnias africanas.
Ainda para materializar objectivo, os europeus, impuseram
a educação assimiladora da cultura europeia, na política e modo de vida e cilindrando
assim, o tecido identitário dos povos negros africanos.
Portanto, a África
mostrou à humanidade desde os primórdios da vida dos seres humanos e que
caracterizou-se uma relativa acalmia até no século cinco (V) d.C. de acordo com
cientista historiador (Ki-zerb).
Com este pensamento, o pesquisador não tem dúvida de que,
uso dos cosméticos de origem natural pelos povos da África subsariana acontecia
e onde extrairia óleo na base da planta oleaginosa como a semente de rícino e
aplicavam para emaciar o corpo humano, só para citar exemplo.
O fenómeno do branqueamento da pele negra
é uma forma que tem o objectivo de acessar o poder e os privilégios associados
aos brancos (Yaba Blay, professora auxiliar de Ciência Política na Universidade
Central da Carolina do Norte, especialista no assunto).
No geral, a África subsariana ou negra,
quanto mais clara for a sua pele, lhe vêem como alguém bonito, o entanto, essa afirmação é subjectiva. Essa sociedade,
ignora que clarear a pele, tem seus impactos sociais, culturais e, sobretudo, na
saúde das populações que se envolvem nessa prática.
Na África, o branqueamento de pele não é novidade. Os médicos especialistas,
alertam os riscos que esta prática pode trazer para a saúde humana, como as manchas
ou redução da melanina.
O uso de clareadores de origem sintético, teve início nos séculos de
escravidão e da colonização dos africanos, pós é, na era da aldeia global, proliferou-se
rapidamente as industrias e comercialização nas sociedades do sul do deserto do
Sahara, onde uso dos cremes clareadorese é crescente e de forma exponencial, com
maior foco a população: adolescentes, jovens, adultos de ambos sexos, mais com
maior ímpeto o do sexo feminino, porque este grupo, em sociedade da África negra, está condicionada pelo facto
de que ter a pele clara é uma forma de encontrar um bom trabalho, honra,
superioridade, de ter uma relação amorosa consistente, e para muitos, isso é
muito importante, acrescentou, (Lester Davids, professor de Biologia Humana na
Universidade de Pretória, na África do Sul).
Diante dessas narrativas, o pesquisador deixa reflexões holísticas a saber:
Qual
é a razão de negar de ser negro enquanto és originário? Quem já viu pessoas da
raça branca tentaram mudar a sua originalidade? E que medidas devem ser feitas
para banir este problema que paira na mente dos negros africanos?
Para estancar o fenómeno do uso dos cremes clareadores em sociedades da
África negra deve-se fazer:
Os povos negros não são apenas da região sul do Sahara, é toda a África
incluindo norte de Sahara ou hoje designada pala africana branca. O antropólogo
Diop desafia a Europa e mundo inteiro que, o povo negro, fundou o Egipto antigo
e ao longo da história naquela região, notou-se as presenças dos povos árabes e
europeus pessoas da (raça branca) o que resultou uma população de miscigenação.
O homem negro deve tornar-se capaz de restaurar a continuidade do seu
passado histórico original, para tirar a vantagem moral necessária para
reconquistar seu lugar no mundo moderno (Cheikh Anta Diop).
Ngũgĩ (1964) ao propor uma descolonização das mentes, segue uma
corrente de pensamento e de militância no qual o fenómeno da descolonização
territorial do continente africano é só um passo na descolonização total.
Ø
Se a África subsariana quer manter
a identidade originária para futuras gerações deve-se fazer uma educação de
consciência nas pessoas em várias esferas sociais (governamental, as lideranças
originarias, económica, religiosa, sanitária, espiritual, a mídia) que, os
cremes clareadores trouxeram para desorientar os negros. De acordo com Neyerere,
um pana - africanista disse que, A educação não é apenas sobrevivência mas
também é transformação, por isso, ao investir em competências, capacitamos a
próxima geração de inovadores e lideres. Ainda Idris Elbas ensina-nos que, enquanto
você for negro, a África será sua Casa.
Ø As nações da África negra, devem-se unir para
banimento no investimento nesta área (importação, comercialização formal e
informal, produção e propaganda pela midias analógica e digital para não
incentivar do uso nos seus países);
Ø A auto-estima de ser negro, deve prevalecer e preservado
seio dos povos da África negra;
Ø As intuições de ensino aos vários níveis, devem
fazer o seu papel na condenação do uso dos cremes clareadores, visto que estes,
deixa um perigo iminente para a saúde pública e a negabilidade e
desaparecimento a identidade africana.
Considerações
finais
O fenómeno do uso de cremes clareadoresfoi
profundamente enraizado em estruturas coloniais e racistas, e afectou
negativamente as sociedades africanas negras ao longo da história, criando
desigualdades sociais, psicológicas e económicas.
O colorismo ou clarear apele, é um problema complexo
que continua a impactar negativamente e progressivamente nas sociedades negras africanas
em geral e perpetuando auto-negação da sua raça negra e por sinal a sua
originaria e que lhe confere sem complacência. Este mal, é necessário combater e
superá-lo a partir das suas raízes coloniais que o negro africano é inferior em
relação o branco, promover a educação e exigir mudanças estruturais na mente e
na consciência dos africanos. Um dos Pilares de uma nova mentalidade é rejeição
total e integral, ao uso de cremes clareadores e isso, levará a sociedade negra
africana na valorização da sua negra, partindo o princípio de que, pessoas da
raça branca nunca tentaram ostentar pessoas da raça negra.
Por isso, as sociedades da África negra e não só,
devem incutir aos negros que têm valores iguais aos dos brancos, para tal devem
transmitir estes valores as crianças a consumarem a auto-estima da sua pele
negra, isso honrariam os seus antepassados, precisa-se promover mais diálogos
abertos sobre esta temática como formar de passagem de testemunha das próximas
gerações vindouras. Essa luta deve ser incessante com vista a fortalecer a raça
negra para massificação da melanina, criar igualdade e unir as sociedades, comunidades
e mundo em prol de um futuro mais inclusivo, justo e uma identidade própria negra
africana.
Referência
bibliográfica
Diop, Cheikh Anta. (1992). Civilização ou Barbárie: Uma
autêntica antropologia negra. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
Ki-zerbo, Joseph. (1972). História da África Negra II.
Paris: Publicações Europa América.
Ruiz, Josefa Emília Lopes et all. (2002). Seis Pilares da
Auto-estima e a Integração Corpo e Mente.
Thiong’o, Ngũgĩ wa. (1964-1986). A História da
Descolonização das Mentes.
https://www.google.com/search?q=conceito+de+clareador, acesso 14.05.2025.
https://www.google.com/search?q=preserva%C3%A7%C3%A3o+da+identidade.
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%, acesso 15.05.2025).
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%.
De autoria: ABIBO SÁBIO,
estudante finalista na Faculdade de Letra e Ciências Sociais
no curso de Mestrado de Sociologia em Desenvolvimento na Universidade Rovuma em
Nampula, II edição, 2023. abibosabio@gmail.com & https://orcid.org/00090006-3788-9343.Mesas redondas de reflexão para celebração de 25 de Maio
dia de África. Sob lema Repensar África: reflexões sobre o passado, presente e
futuro possíveis.

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