A vila de Macomia, centro de Cabo Delgado está enfrentando uma grave crise de água potável devido ao aumento significativo da população, motivado pelo deslocamento devido aos ataques terroristas.
A procura pelo precioso líquido é intensa, e as filas nos poços são longas em todos os bairros da vila. Diariamente, as mulheres, que são as principais buscadoras de água, discutem entre si devido às longas filas e à prática de algumas pessoas de trazer mais de 10 baldes, o que causa descontentamento entre as outras.
A carência de água é particularmente preocupante em um momento em que a vila de Macomia está passando por um programa de canalização e distribuição de água, que é considerado muito moroso.
"A população espera ansiosamente a conclusão e inauguração das obras para ter acesso a água potável de forma mais fácil e segura, contudo, isso demora, estamos a sofrer demais", desabafou uma mulher de Changane com seu balde de 20 litros na cabeça depois de longas horas de espera.
"As mulheres de Macomia enfrentam um desafio diário para obter água potável. As filas nos poços são longas, e a espera pode levar horas", secundou uma rapariga acrescentando que "algumas pessoas tentam furar a fila ou trazer muitos baldes, o que causa descontentamento entre as outras e daí surgem confusões e até lutas".
O cenário identifico vive-se igualmente nos bairros de Nanga A e B, Xinavane, nos locais de acolhimento de familias deslocadas e até em Napulubo, onde as mulheres recorrer os riachos da zona chamada Projecto.
A população de Macomia espera que as obras de canalização e distribuição de água sejam concluídas o mais rápido possível para sair do dilema. (Sele Man)

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