Última hora: Embarcação estrangeira retida em Quissimajulo por falta de comunicação prévia às autoridades

 

Uma embarcação de origem estrangeira foi retida na tarde de 10 de setembro, na praia do Ataque, distrito de Nacala, após denúncias recebidas através do secretário do bairro de Quissimajulo. 

A embarcação, identificada como ANTSIVA (MMS: 64776), proveniente de Madagascar e pilotada pelo cidadão francês Tisne Nikocal, transportava um total de 11 tripulantes, dos quais 03 estrangeiros e 08 moçambicanos,  informaram fontes internas da polícia.

Perante a informação, foi destacada uma equipa multissetorial composta por elementos da Polícia da República de Moçambique (PRM), Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial (PCLF), Marinha de Guerra, SISE e técnicos do INTRASMAR, que se deslocou ao local e confirmou a presença da embarcação.

"Durante a abordagem, os tripulantes alegaram estar a realizar actividades de pesquisa biomarinha, incluindo mostragens aquáticas e mergulhos científicos em recifes de coral, com objectivo de avaliar a sua condição ecológica. Afirmaram ainda que haviam se apresentado previamente ao Instituto Nacional de Transportes Marítimos (INTRASMAR)", contou a fonte ao Mozanorte.

No entanto, devido à ausência de comunicação formal com outras entidades responsáveis pela segurança marítima, como é de praxe em operações desse tipo, a embarcação foi apreendida de forma preventiva e conduzida ao Porto de Nacala para investigações adicionais.

Contactado o INTRASMAR, foi confirmado que a embarcação havia chegado ao território nacional no dia 8 de setembro de 2025, mas a instituição não notificou as demais autoridades competentes, gerando uma situação de evidente falta de coordenação interinstitucional.

"Na manhã de 11 de setembro, entre as 07h00 e 08h00, a equipa multissetorial realizou uma revista completa à embarcação, não tendo sido encontrado qualquer material ilícito a bordo. Em seguida, foi realizada uma reunião com os tripulantes, representantes do INOME (Instituto Nacional de Oceanografia e Meio Ambiente) e a agência de navegação Mar Azul, para apurar as verdadeiras intenções da missão científica", concluiu a fonte. (Mozanorte)

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