Um elefante foi morto por um caçador desconhecido num local ainda não identificado, no posto administrativo de Quinga, distrito de Liúpo, província de Nampula. Segundo informações disponíveis, moradores relataram um cheiro estranho numa zona da mata, levantando suspeitas de que possa tratar-se do corpo do animal abatido.
Fontes locais afirmam que, há cerca de três anos, três elefantes começaram a circular entre os distritos de Liúpo e Mogincual, possivelmente provenientes da província da Zambézia. As autoridades de ambos os distritos comunicaram a presença dos animais à província logo no primeiro ano.
Com o tempo, os elefantes passaram a causar estragos nas machambas dos dois distritos e, além disso, provocaram a morte de três pessoas. Diante da situação, as autoridades distritais, em coordenação com o Governo Provincial, autorizaram o abate dos animais.
Os elefantes movimentavam-se constantemente entre Liúpo e Mogincual. No início desta semana, surgiu a informação de que um deles teria sido baleado por um caçador no posto administrativo de Quinga, mas não morreu no local. O animal percorreu alguns quilómetros antes de desaparecer. Dias depois, moradores reportaram um forte odor de carne em decomposição, mas, até ao momento, o corpo do elefante ainda não foi encontrado.
O abate do elefante estava autorizado devido aos estragos que o grupo vinha causando. No entanto, continua desconhecida a identidade do caçador. Os residentes que já sofreram prejuízos provocados pelos animais dizem estar com medo, sobretudo aqueles que vivem ao longo do trajeto habitualmente usado pelos elefantes entre Liúpo e Mogincual.
As autoridades do distrito de Liúpo manifestaram preocupação em localizar o ponto onde o animal caiu, até porque pretendem confirmar qual dos três elefantes foi abatido dois deles são grandes e um é mais pequeno. Apesar dos esforços, o local ainda não foi identificado.
As autoridades competentes dos distritos de Liúpo e Mogincual alertam a população para manter a vigilância, pois os elefantes remanescentes podem estar agitados. (BP)

0 Comments