O activista social Abudo Gafuro, denunciou publicamente através da sua conta de Facebook a grave falta de medicamentos, água e condições básicas no Hospital Provincial de Pemba, após ter estado internado no final do ano devido a um quadro grave de diarreia.
Segundo o activista, a situação ocorreu durante a transição do ano, quando deu entrada no hospital no dia 31 de Dezembro de 2025. O seu estado de saúde agravou-se rapidamente, tendo ficado inconsciente por volta das 21 horas. De acordo com o relato, a unidade hospitalar não dispunha sequer de soro, obrigando familiares a recorrerem a uma clínica privada para garantir o tratamento de emergência. Este é o maior hospital de referência na província de Cabo Delgado.
“Os próprios médicos diziam que eu não podia ficar ali muito tempo”, afirmou. Ainda segundo o activista, no Hospital Provincial de Pemba faltam medicamentos básicos e não há fornecimento regular de água nas casas de banho, o que coloca em risco a saúde dos pacientes.
Após os primeiros cuidados numa unidade privada, o activista recebeu alta do hospital público e continua o tratamento em casa, com o apoio de médicos, enfermeiros, familiares e amigos próximos, incluindo a sua esposa, que é enfermeira.
O denunciante alertou para a situação dos cidadãos que não dispõem de apoio familiar ou financeiro para recorrer ao sector privado “Imaginemos aqueles que não têm conhecidos nem amigos para ajudar”, questionou.
O activista e fundador da organização Kwendeleya, criticou ainda o que classificou como falta de capacidade do governo em garantir assistência médica digna à população, apelando a uma reflexão séria sobre as prioridades na gestão do sistema nacional de saúde. (Mozanorte)
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