A população de Kumulike, posto administrativo de Insaca, em Mecanhelas, transportou a urna a pé até Tobwe, mesmo com um veículo da saúde presente no local. O protesto ocorreu após a morte de uma mulher que, segundo familiares, foi vítima de negligência institucional.
A mulher deu entrada na unidade sanitária no início do dia para serviços de parto. O parto ocorreu na manhã, mas logo depois a paciente apresentou complicações. Houve necessidade de evacuação para uma unidade de referência; no entanto, o veículo só chegou cerca de 6 horas depois. Quando a equipa chegou, a parturiente já tinha falecido.
Familiares apontam a demora na intervenção como causa da morte. Decidiram, então, levar a urna a pé até Tobwe, enquanto o veículo da saúde permanecia parado no centro de saúde. O bebé órfão encontra-se sob cuidados da família.
Contactado o sector de saúde para o contraditório, o médico-chefe distrital remeteu a questão ao director distrital. Este, por sua vez, devolveu a responsabilidade ao médico da unidade. O médico declarou indisponibilidade por estar ocupado no atendimento a pacientes desde a madrugada. (Jaime Paculeque)

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