Continua fraco o negócio no distrito de Palma

Os comerciantes alegam que há fraco movimento comercial, numa zona onde era esperada muito fluxo comercial se os trabalhadores das empresas sob contratadas pela multinacional francesa Totalenergies estivessem a conviver com a população.

Nos primeiros anos da chegada das empresas que operam no distrito de Palma, os negócios decorriam de forma satisfatória para os comerciantes locais. Até mesmo comerciantes de distritos vizinhos aproveitavam a oportunidade para vender os seus produtos em Palma, devido à presença das empresas espalhadas pelo distrito.

O cenário mudou quando a TotalEnergies decidiu que todas as empresas prestadoras de serviços deveriam transferir-se para o interior das instalações de Afungi, onde opera a empresa-mãe. Além disso, os trabalhadores passaram a não poder deslocar-se para a vila de Palma sem uma missão de serviço devidamente autorizada.

Os empresários locais tentaram apresentar a sua preocupação sobre a fraca atividade comercial na vila-sede do distrito, causada pela falta de clientes. No entanto, consideram que a responsabilidade recai sobre a empresa, em colaboração com o Governo moçambicano, por não terem dado uma resposta satisfatória às preocupações dos empresários e da população em geral do distrito de Palma.

Os comerciantes afirmam que os negócios eram mais prósperos nos anos anteriores, antes da transferência das empresas para o interior das instalações da TotalEnergies, em Afungi. A situação tem vindo a agravar-se nos últimos anos e, em particular, no ano corrente de 2026, em que a atividade comercial na vila-sede do distrito atravessa grandes dificuldades.

Perante a redução do número de clientes, os comerciantes têm procurado diminuir os preços dos seus produtos, mas essa medida não tem produzido os resultados esperados. Algumas pessoas, tanto homens como mulheres, deslocavam-se da Tanzânia para Palma com o objetivo de desenvolver os seus negócios. No entanto, muitos já desistiram devido ao fraco movimento comercial.

Esta situação leva muitos empresários a considerar que os franceses não estão em Palma para promover o desenvolvimento local, mas sim para explorar os recursos existentes naquela região da província. Segundo os mesmos, tudo começou com a retirada das empresas que anteriormente operavam nos arredores da vila para o interior de Afungi.

Mesmo os trabalhadores naturais e residentes do distrito de Palma, incluindo aqueles provenientes das aldeias próximas das instalações de Afungi, são obrigados a permanecer fora das suas residências durante 15 dias consecutivos, sem contacto direto com as suas famílias.

Por diversas vezes, os empresários locais apresentaram esta situação ao Governo distrital, mas nunca receberam uma explicação satisfatória. O assunto tornou-se uma preocupação para toda a população do distrito de Palma. Em várias reuniões realizadas a nível distrital, nunca se abordou de forma concreta a situação atual dos negócios em Palma.

Os empresários locais afirmam que, até ao momento, sentem-se desprezados pelo Governo moçambicano, situação que, segundo eles, se agravou após a chegada da TotalEnergies ao distrito.Se desejar, também posso adaptar o texto para um estilo mais jornalístico e profissional, adequado para publicação em órgãos de comunicação social. (BP)

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