Ilha de Moçambique reforça acções de água e saneamento para comunidades afectadas por inundações

O Governo do Distrito da Ilha de Moçambique realizou, esta segunda-feira, 10 de Agosto, actividades de sensibilização e intervenção comunitária no âmbito do Dia Africano da Descentralização e Desenvolvimento Local, com enfoque no acesso à água, saneamento e resiliência das comunidades.

As actividades incluíram visitas a infra-estruturas de abastecimento de água e uma intervenção junto de famílias reassentadas na sequência das inundações provocadas pelos ciclones Dikeledi e Jude, em Março de 2025.

A jornada começou com uma visita aos furos de captação de água de Sangane, incluindo os furos 4 e 5, que abastecem a Ilha Insular, e o furo 7, responsável pelo abastecimento da Ilha Continental, onde também se encontra o Centro de Tratamento de Água.

Segundo as autoridades locais, a visita teve como objectivo acompanhar as condições de abastecimento e reforçar a necessidade de uma gestão adequada dos recursos hídricos para garantir o acesso da população à água.

As actividades prosseguiram no bairro de Natemba 2, onde foram reassentadas famílias provenientes de Natemba, afectadas pelas inundações de 2025. Uma situação semelhante ocorreu em Entete, onde foram reassentadas famílias provenientes de Sangane.

No local, o Coordenador Distrital da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Nampula (SAAS-Nampula), Benjamim Norberto, e o Secretário Permanente Distrital, Jasmim Raúl Abacar, orientaram uma palestra sobre descentralização, água, saneamento e resiliência comunitária.

Durante o encontro, as autoridades destacaram que o acesso à água deve ser acompanhado por boas práticas de higiene, saneamento e gestão de resíduos, de modo a reduzir riscos para a saúde das comunidades.

Como parte das acções de saneamento, foram entregues 50 lajes para latrinas às famílias, com vista a melhorar as condições de higiene e saneamento nas zonas de reassentamento.

O Secretário Permanente Distrital, Jasmim Raúl Abacar, defendeu a necessidade de colocar as necessidades das comunidades no centro das acções de governação.

“Onde a água chega, deve chegar também a responsabilidade pela higiene, pelo saneamento e pela protecção da saúde das comunidades.”

A programação incluiu ainda palestras em instituições públicas sobre boas práticas de governação e um debate radiofónico dedicado às questões de água e saneamento nas comunidades da Ilha de Moçambique.

As actividades decorreram sob o lema “Governos Locais Capacitados para a Gestão Sustentável de Água e Saneamento: Promovendo Cidades e Territórios Resilientes, Inclusivos e Sustentáveis Rumo à Agenda 2063”. (Fátima Abacar e Aminatho Zaharia)

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